19 de fev de 2011

Pr. Silas Malafaia na Globo. Será milagre?

Deu na TV e no site. A Globo exibiu hoje (19) duas reportagens com assuntos recorrentes: A manifestação na Av. Paulista onde homossexuais pedem a aprovação de projeto de lei que torna a homofobia crime e foliões que brincaram em blocos pré-carnavalescos na Av. Vieira Souto, na zona sul do Rio de Janeiro. Até aí nenhuma novidade. Repórteres sempre produzem essas pautas.

Mas o que me espantou foi ver uma reportagem sobre a ação social que a Igreja Evangélica Assembléia de Deus Vitória em Cristo e outras 100 igrejas evangélicas realizaram, com o apoio de 500 membros, no Complexo do Alemão e na Vila Cruzeiro. Essas áreas foram cercadas, há três meses, pelas Forças Armadas e muitos traficantes foram presos. Até tanques de guerra do Exército estavam nas ruas das favelas.

O evento evangélico foi chamado de ato de paz e o pastor Silas Malafaia foi entrevistado. “Cada pessoa pode produzir a paz que começa dentro de nós para transmitirmos para as pessoas”, disse o pastor.

Médicos, cantores gospel e enfermeiros ajudaram no atendimento gratuito à população. Teve exame de vista, brincadeiras para as crianças, corte de cabelo, massagem, limpeza de pele, informações sobre Previdência Social, saúde bucal, entre outros serviços.

Inacreditável. A Globo produzindo reportagens sobre os evangélicos. Não tenho nada contra a empresa, mas sempre percebi que o segmento não é tão prestigiado pela editoria dos jornais globais. Pelo contrário. Sempre produziram reportagens criticando os crentes.

A cobertura de hoje significa o quê? Mudança de visão? Busca de novos públicos e mais audiência? Reconhecimento da competência dos evangélicos que sempre trabalharam pelo social fazendo o que é obrigação do Estado?

Gostei de ser representada pelo pastor Silas na telinha da Globo. Que novos tempos globais traga abertura e respeito ao segmento evangélico. Liberdade religiosa implica tolerância e espaço democrático para ouvir a todos.

Quem diria! Os crentes na telinha Globo. Final dos tempos?

Oriente Médio pede democracia. E a liberdade religiosa?

Depois dos protestos nos quais os egípcios conseguiram tirar do governo o ditador Hosni Mubarak, que estava há 30 anos no poder, outros países do Oriente Médio também fazem protestos buscando democracia.

A população está nas ruas pedindo a saída dos governantes no Iêmen, Líbia, Irã, Bahrein, Jordânia e Omã. O clamor é por democracia.

Há mortes e muita violência nos manifestos.

A pergunta é: Haverá liberdade e democracia nos países árabes? Haverá mudança política? As mudanças chegarão à religião? Haverá liberdade religiosa? As pessoas poderão escolher a religião que desejam? Estrangeiros e nativos poderão divulgar suas religiões nesses países que hoje são fechados ao evangelho de Jesus Cristo?

13 de fev de 2011

Conferência Rede Mundial de Esposas de Pastores

Será de 17 a 19 de fevereiro de 2011, em Dallas, Texas, Estados Unidos.

Entre os preletores, Ana Paula Valadão, do Ministério Diante do Trono.

O objetivo é levar educação ministerial, relacionamento estratégico e orientação prática às participantes.

Informações:

Telefones: (11) 6443-3520 / 9394-5534

E-mail: vagner_aristimunho@hotmail.com

Skype: vagner.aristimunho

Site: http://conta.cc/9ggvwZ

Roubaram a história do Egito

Como professora de História, deixo meu depoimento lamentando o roubo de oito peças arqueológicas do museu do Cairo, chamado de Museu de Antiguidades Egípcias, que fica na praça Tahrir, local onde se concentrou as manifestações populares pela saída do ditador Hosni Mubarak.

Ele deixou o governo, depois de 30 anos, o que deve ser celebrado pela população que pede democracia nas eleições marcadas para setembro. Mas o roubo das peças é uma perda para a arte, a cultura e a História Antiga do país.

Uma das peças roubadas é uma estátua adornada do faraó Tutancâmon, que reinou entre 1333 a.C. e 1324 a.C.

Autoridades egípcias informaram que 70 peças do museu foram danificadas durante os protestos, mas que todas podem ser restauradas. Duas múmias sofreram danos.

Eu visitei esse museu quando viajei para o Egito. Vi a múmia de Tutancâmon que está no acervo, vi muitas outras múmias nas amplas salas. Objetos raros. Jóias e tesouros das principais dinastias do Egito antigo.

Que o novo país que hoje se deseja construir, com a democracia reinando, traga mais consciência pela preservação da história e da identidade dos egípcios. Uma perda irreparável esse roubo, caso a polícia não consiga reaver as peças e punir os responsáveis.

7 de fev de 2011

Sociedade Bíblica faz 100 milhões de escrituras

Um record a ser comemorado. Este ano a Sociedade Bíblica do Brasil (SBB) chega à grande marca de produzir 100 milhões de Bíblias e Novos Testamentos. Também completará aniversário. São 63 anos trabalhando para o Reino de Deus.

A celebração pela conquista, aberta aos cristãos, será dia 10 de junho de 2011, no Ginásio Poliesportivo José Corrêa, em Barueri, São Paulo.

As atividades da SBB são diversificadas. Além de produzir Bíblias em gráfica própria, tem o museu para contar a história das Sagradas Escrituras, Bíblias para públicos distintos como adolescente, criança, mulher, jovem e projetos como Conectados com Deus – incentivo da leitura entre os jovens -, Programa Sócio Intercessor, Bíblia nas Escolas, Bíblia nos Hospitais e Sócio Evangelizador onde voluntários ajudam a divulgar a Palavra que transforma vidas.

Dentre os projetos sociais, destaque para o Luz no Nordeste, no qual um caminhão-ambulatório leva assistência de saúde à população. Também existe o Luz na Amazônia. Um barco-hospital cuida da saúde da população ribeirinha.

A SBB traduz a Bíblia para o Braile e tem parceria de trabalho com a Fundação de Cegos Dorina Nowill, instituição reconhecida internacionalmente pela inclusão dos cegos na sociedade.

Sempre atualizada, a Sociedade investe em comunicação organizacional. Produz a revista A Bíblia no Brasil, o site (WWW.sbb.org.br) e já tem e-book, no formato ePub. Os leitores podem baixar gratuitamente o e-book, versão na Nova Tradução na Linguagem de Hoje, pelo site WWW.gatosabido.com.br.

Está nas redes sociais como Twitter (WWW.twitter.com/_SBB) e Facebbok (WWW.facebook.com.br/sbb.brasil).

Além do Brasil, a Sociedade está em 145 países. No exterior, recebe o nome de Sociedades Bíblicas Unidas (http://www.biblesociety.org/).

6 de fev de 2011

Troca da bandeira

A Praça dos Três Poderes foi do povo.

A troca da maior bandeira do mundo, que aconteceu em 6 de fevereiro, no calor do sol do verão brasiliense, iniciou com música tocada pela banda do Batalhão da Guarda Presidencial. Também participaram o Exército e Banda de Gaitas de Fole e acrobacia.


Ninguém combinou, mas no momento que a banda deu o primeiro toque, aconteceu uma revoada de pássaros que moram no pombal, uma escultura em madeira concretada, que lembra um pregador de roupa e pesa 1,5 tonelada.

A cena ficou bonita. Militares tocando, marchando e os pássaros voando.

A bandeira brasileira foi hasteada ao som do Hino Nacional. A outra foi arriada ao som do Hino da Bandeira. A nova bandeira atingiu o topo do mastro antes que a bandeira substituída, já meio puída pelo tempo, começasse a descer. Isso não é mera formalidade. É cumprimento da Lei 5.700/71 que determina-a como “símbolo perene da Pátria, permanentemente, sob a guarda do povo brasileiro”. A cerimônia é para cultuar o símbolo máximo do Brasil e manter o espírito cívico.


Ao fundo, ouvia-se uma salva de tiros de canhão. Não sei precisar quantos. Mas foram muitos.

O Mastro da Bandeira é um monumento assinado por Sérgio Bernardes, tem cem metros de altura e está no Guiness Book como a maior bandeira hasteada do mundo.

Pais de mãos dadas com filhos. Muitos fardados, orgulhosos mostrando cada detalhe para as crianças.

Para fechar a festa, a banda tocou música popular brasileira. Aplauso geral à cerimônia ímpar.

Foi a primeira vez que assisti à troca da bandeira. Nasci e cresci na cidade e nunca tinha visto a solenidade.

Egito: A revolta popular, a democracia e a religião

Os protesto no Egito se arrastam há duas semanas com as pessoas nas ruas pedindo a renúncia do presidente Hosny Mubarak.

Diante de tantas incertezas no cenário internacional, ficam perguntas que merecem reflexões. Mas confesso que não achei as respostas. Não achei ainda.

O presidente sairá? Quem assumirá?

Como ficará o cenário político do poder? Que países assumiram as negociações junto ao Egito?

Que países sairão fortalecidos e enfraquecidos: Irã, Estados Unidos, Israel?

Como ficará o cenário político da força árabe?

Quem assumirá dará abertura para a democracia?

Democracia política significará liberdade religiosa?

Como ficará a religião oficial do país que é muçulmano?

Haverá abertura e tolerância para novas religiões?

Missionários locais e estrangeiros, de religiões diferentes do Islamismo, poderão trabalhar no Egito sem retaliações?

A revolta popular desembocará na queda das barreiras religiosas no mundo árabe?

A imprensa mundial comenta muito sobre os fatos recentes, mas não tocou no aspecto religioso.

3 de fev de 2011

Jornalistas brasileiros são presos no Egito

Os repórteres brasileiros Corban Costa (Rádio Nacional) e Gilvan Rocha (TV Brasil), da estatal Empresa Brasil de Comunicação (EBC), foram detidos na quarta-feira (2), no Egito. Eles viajaram até o Cairo para fazer a cobertura da crise política no país, mas não chegaram a produzir reportagens.

No trajeto entre o aeroporto e o hotel, o táxi com os dois foi parado em uma barreira policial. Os repórteres foram levados à delegacia e tiveram os passaportes e os equipamentos (câmera filmadora, notebook, celulares) apreendidos. Eles passaram cerca de oito horas sem água, presos em uma sala sem janelas em uma delegacia. Para serem liberados, tiveram que assinar um documento em árabe, no qual, de acordo com a tradução do policial, concordavam em deixar o Egito imediatamente.

Costa e Rocha embarcam de volta para o Brasil e os equipamentos não foram devolvidos aos repórteres.

Repórteres dos jornais "O Globo", "Folha de S.Paulo" e "O Estado de S. Paulo" tiveram de deixar o hotel, onde está hospedada grande parte da imprensa porque partidários do presidente Hosni Mubarak ameaçam invadir o local.

O repórter Luiz Antônio Araujo, do jornal "Zero Hora", foi cercado por manifestantes favoráveis ao atual regime, armados com pedaços de pau e pedras. Ele foi agredido e teve a máquina fotográfica roubada.

Herbert Moraes, do Jornal da Record,  está fazendo as reportagens a partir da janela do hotel, pois ir à rua é perigoso.

O jornalista egípcio Ahmed Mohammed Mahmud morreu no dia 4 de fevereiro pelos ferimentos de tiros disparados durante confrontos entre partidários e opositores do presidente Hosni Mubarak. Ele trabalhava no jornal "Al-Ahram". Foi atingido por franco-atiradores quando tirava fotografias a partir de seu apartamento, perto da Praça Tahrir, o epicentro dos protestos contra o governo.

A TV árabe por satélite Al Jazeera, com sede no Catar, teve o escritório no Cairo incendiado. O canal de notícias acusou as autoridades egípcias ou seus simpatizantes de tentar impedir a cobertura dos protestos. Nesta semana, o governo do Egito ordenou que a emissora parasse de operar no país.

O grupo Repórteres Sem Fronteiras condenou a intimidação aos jornalistas.

As informações são da France Presse e Reuters, publicadas no site G1.

2 de fev de 2011

Jornalistas impedidos de trabalhar no Egito

Ignorando o toque de recolher imposto pelo governo ditatorial de Hosni Mubarak, uma multidão permanece nas praças centrais do Cairo, no Egito, exigindo a saída do presidente e clamando por liberdade. Eles querem democracia.

Os números não batem. Ontem o Jornal da Record disse que foram 3 milhões de pessoas, na chamada de abertura. Depois, na reportagem, falou-se em dois milhões. Ao final, o apresentador Ricardo Boechat informou que eram três milhões de manifestantes.

O Jornal da Record comentou sobre um milhão de pessoas. O Correio Braziliense também publicou o mesmo número.

Representantes do governo e o próprio presidente foram à TV pedir o fim dos protestos, falar sobre o toque de recolher. Mubarak disse que não será candidato nas eleições no final do ano, mas ficará no cargo até o fim do mandato.

Minha opinião

A mesma imprensa que o presidente ditador censura, usa para divulgar suas idéias. A população não cumpriu as ordens e se recusou a deixar as praças. Milhares de pessoas dormiram ao relento para continuar os protestos.

Por um país livre. Por uma imprensa livre. Sempre são os jornalistas que pagam o pato quando os governos autoritários resolvem medir forças com o povo. Esses profissionais são os primeiros a ser censurados, têm dificuldade de trabalhar, correm risco de morte, são ameaçados. A imprensa incomoda? Certamente mostrar a verdade dos fatos atrapalha os interesses, quando o governo busca escondê-los para permanecer forte no poder.

Nunca ouvi falar que médicos, engenheiros, professores, secretárias, pilotos foram censurados e impedidos de atuar. Mas os jornalistas sempre sofreram esse tipo de imposição. Um absurdo!