28 de mar de 2011

Liberdade e democracia nos países islâmicos

Depois que a população da Tunísia (na Revolução de Jasmim) e do Egito foi às ruas protestar e pedir a renúncia dos presidentes ditadores Ali Abdalah Saleh (no poder há 32 anos) e Hosni Mubarak (há 42 anos no poder), foi a vez dos moradores da Líbia, Iêmen e Síria também clamarem por abertura política.

Ferve as revoltas nos países muçulmanos.

Mais uma vez insisto na pergunta: Liberdade política gerará abertura religiosa?

Espero que sim. Dessa maneira, os cristãos que são perseguidos, torturados e mortos nesses países poderão declarar a fé em Jesus Cristo. A igreja cristã é perseguida nos países muçulmanos.

Que os missionários nativos e estrangeiros tenham acesso e liberdade para falar sobre o Evangelho.

21 de mar de 2011

Cebola, maná, leite e mel

No deserto, o povo judeu, depois de ser escravo, olhou para trás e teve saudade da cebola, do pepino, do alho, do peixe e do melão do Egito. Eles não percebiam o milagre do livramento e do propósito de Deus.

Antes escravos, agora estavam livres. Mesmo assim, queriam voltar à velha vida.

No deserto, comiam maná (pão à base de mel) que recebiam toda manhã por providência de Deus. Mas olhavam para o passado, lamentando a cebola e não visualizando o propósito e a provisão do maná. Era o milagre tão presente, mas o coração longe.

Como comer as delícias do leite e do mel com um coração e uma visão não modificados? Como alcançar a promessa diante da falta de decisão de romper com o que passou e não construiu?

Deus tem bênçãos novas para os Seus filhos todas as manhãs, quando as misericórdias dEle se renovam sobre as nossas vidas.

18 de mar de 2011

É possível liberdade religiosa na Líbia?

Uma guerra civil acontece há mais de um mês na Líbia. O ditador Muammar Khadafi, há 42 anos no poder, recusa a deixar o cargo e bombardeia rebeldes que lutam para derrubá-lo. Mas muitos civis são atingidos, ficando feridos ou morrendo.

O ditador disse ontem (17/3) que vai cessar fogo contra a população porque o Conselho de Segurança das Nações Unidas (ONU) aprovou, por 10 votos favoráveis e cinco abstenções, inclusive a do Brasil, a resolução que determina zona de exclusão aérea.

Na prática, isso significa que os países ligados à ONU, como França, por exemplo, podem derrubar os aviões líbios do governo.

Na busca por liberdade política, cabe uma pergunta: No bojo das mudanças, a população terá liberdade religiosa?

O quadro religioso hoje na Líbia é de perseguição à igreja. São 6,3 milhões de habitantes. Destes, 1,5 milhão são estrangeiros.

Os estrangeiros podem ser de outras religiões. Mas os nativos são da religião islâmica, sendo que 97% da população são de muçulmanos que aderem ao islão sunita.

Apesar de o Cristianismo ter chegado à Líbia há muito tempo, ficou enfraquecido por causa do cisma donatista. Desde o século VII o avanço islâmico ganhou força. Hoje são poucos cristãos na Líbia, maioria formada por estrangeiros.

Os muçulmanos não acreditam que a mensagem de Jesus Cristo também foi dirigida a eles.

Nenhuma forma de evangelismo ou trabalho missionário é permitida. O governo proíbe evangelizar os nativos. O governo também proíbe a conversão de muçulmanos e, por isso, é muito difícil realizar atividade missionária. Ele também exige que todos os cidadãos sejam muçulmanos sunitas. Os muçulmanos que se convertem são sujeitos à pressão e ostracismo social. Muitos deles abandonam a pátria porque decidiram seguir a Jesus.

Os estrangeiros podem se reunir para seus cultos, mas são monitorados. Os líbios têm medo de serem vigiados e perseguidos. Por isso, não participam dos cultos cristãos. O governo também controla a literatura religiosa. A Bíblia em árabe tem entrada restrita no país.

Na verdade, hoje a Líbia persegue a igreja cristã.

10 de mar de 2011

Jornalista brasileiro é preso na Líbia, parte 2

Pela internet, acaba de ser publicada uma boa notícia.

O jornalista brasileiro Andrei Netto, do jornal O Estado de S. Paulo, foi libertado pelo governo de Líbia. Ele ficou preso durante oito dias.

Jornalista brasileiro é preso na Líbia

Os fatos
Há um mês o ditador Muammar Khadafi resiste para não deixar o poder na Líbia. Ele comanda o país há 42 anos com braço de ferro. Mas forças rebeldes tomaram cidades e lutam para tirá-lo do governo. Organizações internacionais já classificam como guerra civil os ataques que estão acontecendo naquele país, inclusive com muitos mortos.

O presidente lançou bombas em várias cidades, ferindo e matando a população civil. Não há dados fechados e confiáveis sobre o número de mortos uma vez que o governo controla os meios de comunicação como internet, rádio e TV.

Muitos jornalistas estrangeiros estão na Líbia para cobrir os fatos.

O jornalista brasileiro Andrei Netto, de O Estado de S. Paulo, estava desaparecido, mas foi encontrado na prisão.

A presidente Dilma Rousseff publicou nota sobre a situação de Netto. Dilma determinou ao ministro interino das Relações Exteriores, Ruy Nogueira, providências "urgentes para assegurar integridade física e a libertação" do repórter.

Há informações de que o repórter estaria na localidade de Sabratha, a 60 quilômetros de Trípoli.

Também há notícias de que foram presos e torturados três jornalistas da rede britânica BBC. Os profissionais foram encapuzados, algemados e agredidos por integrantes do Exército líbio e da polícia secreta, as forças leais a Khadafi. Os profissionais também foram ameaçados de morte e submetidos a torturas.

Minha opinião
Governos autoritários não gostam que seus desmandos sejam revelados ao mundo. Por isso prendem e torturam jornalistas.
Pergunto: A liberdade política na Líbia significará também liberdade religiosa? Queira Deus que sim.
A religião na Líbia é rigorosa. Ao todo, 97% da população é muçulmana sunita. Eles somam 6.461.454 pessoas.

9 de mar de 2011

Curiosidades sobre o Novo Testamento (NT)

No ano em que a Sociedade Bíblica do Brasil celebra a produção record de 100 milhões de Bíblias e Novos Testamentos, muitas pessoas ainda desconhecem que as Sagradas Escrituras são o livro mais vendido no mundo atualmente.

Você sabe como foi o início do Cristianismo? Como foram escritos os livros do Novo Testamento?

O Cristianismo tem mais de dois mil anos, surgiu com o nascimento de Jesus Cristo, por volta do ano 6 a.C, na cidade de Belém, na Judéia. Isso mesmo. Estudiosos da Bíblia concordam que o nascimento de Jesus não foi no ano zero, como acredita a crença popular.

Num período de quase 1500 anos, o Novo Testamento foi copiado à mão em papiro egípcio e em pergaminho. Temos notícia de uns 5500 manuscritos espalhados em museus e bibliotecas pelo mundo. Os documentos vão desde fragmentos de papiro até Bíblias inteiras em grego, produzidas a partir da invenção da imprensa. Estima-se que uns 200 documentos sejam cópias completas do NT.

Temos manuscritos do Novo Testamento do século IV, em pergaminho, e um número considerável de fragmentos em papiro de praticamente todos os livros que compõem o Novo Testamento, que nos levam até o século III, e alguns até o século II.

Pesquisadores afirmam que temos mais e melhores manuscritos do NT do que qualquer outro livro da antiguidade. Isso quer dizer que, no que diz respeito ao texto original, estamos certos em pelo menos 99% do NT.

Os manuscritos originais não existem mais. Se perderam. O que há hoje são cópias de cópias.

Uma das razões para o fim prematuro dos autógrafos (documentos originais que quer dizer “escrito pelo autor”) foi a pouca durabilidade do papiro. É bem possível que os cristãos primitivos tenham lido e relido os originais até que eles se desfizeram por completo. Mas antes que os textos desaparecessem, foram copiados.

O NT foi escrito em grego coinê (comum), que era falado em todo o Império Romano. O primeiro a ser escrito foi, ao que parece, a Primeira Carta de Paulo aos Tessalonicenses, lá pelo ano 50 dC. Acredita-se que o último a ser escrito foi o Evangelho de João, perto do fim do primeiro século dC.

O NT tem 27 livros. A palavra testamento quer dizer “aliança”. Deus fez nova aliança com as pessoas por meio de Seu filho Jesus.

O NT é dividido em evangelhos (Mateus, Marcos, Lucas e João), histórico (Atos dos Apóstolos), Epístolas ou Cartas (21) e Apocalipse.

Você sabe como era a situação política na época de Jesus? Os romanos mandavam em Israel e em todo o mundo conhecido. Quando Jesus nasceu, a terra de Israel fazia parte do Império Romano e era governada pelo rei Herodes, o Grande (47-4 a.C.). A Grécia dominava o povo hebreu na área cultural com seus famosos filósofos. A religião de Israel era o Judaísmo.

A religião e a política caminham juntas no mundo judaico. Eram dois componentes de uma só realidade, expressa no sentimento nacionalista que brotava da mesma fonte, a fé no Deus de Abraão, Isaque e Jacó. A história do povo de Israel é a história da sua fé em Deus e a sua fé é a fé em que Deus governa toda a sua história.

Por isso, o sumo sacerdote em exercício era precisamente aquele que presidia o sinédrio, máximo órgão jurídico e administrativo da nação. Este consistia num conselho de 71 membros, no qual estavam representados os três grupos político-religiosos mais significativos da época: os sacerdotes, arrolados na sua maioria no partido saduceus os fariseus e os mestres da Lei.

Mas também existiam os zelotes, herodianos, os escribas (eram os intérpretes das Escrituras e dirigentes do povo), os nacionalistas, nicolaítas e samaritanos.

Durante a Era dos Descobrimentos (século XV-XVII), o Cristianismo se expandiu para o mundo.

8 de mar de 2011

Dia Internacional da Mulher

Parabéns a todas nós.

Que saibamos ser mulheres valiosas como a Bíblia diz. Mais valiosas do que finas jóias.

Mas para sermos valiosas temos que ter sabedoria.

Deus abençoe as mulheres brasileiras.