30 de jan de 2012

A tradução da Bíblia: Brasil tem 180 línguas nativas

O português é o único idioma do Brasil? Não.

Quantas línguas nativas existem no país? 180.

Quantas línguas são faladas por imigrantes? 20 (estrangeiros que trouxeram para cá a língua mãe).

Para quantas línguas brasileiras a Bíblia está traduzida? Pouco mais de 40.

As informações são da Sociedade Bíblica do Brasil (SBB).

Por isso é tão importante você ajudar a SBB a traduzir a Palavra de Deus para os brasileiros.

Como você pode ajudar?

Comprando material da SBB. O dinheiro é revertido para os projetos.

Sendo voluntário em um projeto social.

Contribuindo financeiramente.

Onde obter mais informações?

0800.727.8888 / http://www.sbb.org.br/

27 de jan de 2012

História: exposição Brasília Memória da Construção

Mezanino da Sala Villa Lobos, Teatro Nacional

Terça a domingo

Das 9h às 21h

Entrada franca

A exposição será exibida até março de 2012.

Assista reportagem: http://www.recordbrasilia.com/site/?p=9613

Imprensa internacional: sites mais acessados

1º lugar: Daily Mail, periódico britânico, teve 45,3 milhões de visitantes.

2º lugar: New York Times, americano, 44,8 milhões de acessos. Perdeu a liderança que havia conquistado.

3º lugar: USA Today.

4º lugar: Tribune Newspaper.

5º lugar: The Guardian.

Os números são relativos a dezembro do ano passado. O total de acessos a websites da imprensa foi de 1,4 trilhão.

Fonte: Consultoria comScore

26 de jan de 2012

A transmissão ao vivo na TV

Jornalistas Ana Paula Padrão e Celso Freitas

O Jornal da Record estava em andamento ontem, 25 de janeiro, ao vivo, quando a apresentadora Ana Paula Padrão leu a nota do desabamento de um prédio comercial no Rio de Janeiro.

O texto narrado dizia: “E atenção! Um prédio comercial desabou parcialmente agora a pouco no centro do Rio de Janeiro. O edifício, de 18 andares, fica na Rua 13 de maio. Essas são imagens ao vivo da Sete Rios, a companhia de engenharia de tráfico do Rio de Janeiro. Ainda não há informação de feridos. Os bombeiros ainda estão indo para o local. Já há alguns carros, você vê, tentando descobrir o que aconteceu. O prédio fica perto do Teatro Municipal, no centro do Rio de Janeiro. Testemunhas, segundo o jornal O Dia, dizem ouvir pedidos de socorro vindos do prédio. Outras informações daqui a pouquinho. O nosso helicóptero, o helicóptero da Rede Record está seguindo para o local e voltaremos nesta edição, com novas informações, sobre o desabamento desse prédio no centro do Rio de Janeiro.”

Após a informação, o noticiário continuou. Minutos depois, Ana Paula e Celso Freitas voltam a comentar sobre o acidente, agora mostrando imagens feitas pelo repórter cinematográfico da emissora que estava a bordo do helicóptero. Uma repórter, que foi rapidamente para o local, também entrou ao vivo pelo telefone, mas trazia poucas informações porque a apuração dos fatos ainda estava iniciando. Outro cinegrafista também mostrou imagens ao vivo das ruas próximas ao local. Era o link que vai ao local de motocicleta em busca de informações rápidas.

O que se aprende com uma transmissão ao vivo em um momento de crise?

O texto é redigido sempre no presente, mostrando ação contínua. É usado o gerúndio.

Sempre há poucas informações no momento em que o acidente acontece, sendo mostrado em tempo real na TV. Por isso, as informações são incompletas, muitas vezes desencontradas. Outras vezes pode ser informação falsa. É difícil saber se todas as informações são verídicas porque o tempo foi pequeno para maiores apurações.

A imagem é forte, mas o texto não informa na mesma proporção. Por isso, os jornalistas sempre ficam fazendo suposições (achismo), usam palavras dramáticas, beirando o sensacionalismo. Nada confirmado, informações vazias para sustentar as imagens no ar, ao vivo, para o Brasil e o mundo assistirem.

Ana Paula Padrão comentou sobre o desabamento, narrando as imagens que via, com palavras como “eu imagino”, “eu suponho”. Jornalista não imagina nada. Também não supõe. Jornalista dá a informação correta. Não se dá opinião na narração de fatos. Opinião é dada em artigo ou editorial da empresa. Fatos, como o desabamento que aconteceu, o jornalista apenas narra. Conta a história baseada no que vê, no que apura nas entrevistas com os personagens que vivenciaram os fatos, com as autoridades responsáveis. Jornalista não pode “supor” simplesmente porque não tem informações concretas para transmitir ao vivo na TV. Isso é adivinhação. Jornalista não adivinha. Apura fatos.

Todos sabem que os detalhes não estão disponíveis logo após uma crise. É preciso tempo para apuração. Mesmo assim, é aconselhável dar o máximo de informações possível. A imprensa sempre escolhe esse caminho. Transmite-se a informação que chega à redação, apura-se depois.

Mas como imagem é tudo na telinha, a direção do jornal e da TV acredita que vale a pena permanecer transmitindo-a. Posteriormente, corre-se o risco de responder por informações erradas, incompletas. Corre-se o risco de prejudicar a imagem de pessoas, empresas, instituições. Isso pode levar a problemas judiciais.

As autoridades falam pouco em momentos de crise, até porque precisam prestar socorro às vítimas e tentar garantir o patrimônio público ou privado afetado. Até as próprias autoridades (polícia, bombeiro, governo) tem pouca informação confiável nos momentos breves após o acidente. Em momento de crise o socorro às pessoas é prioridade. A imprensa pode esperar.

A imprensa não se preocupa em se retratar caso dê alguma informação incorreta. Em outros jornais da mesma emissora segue com novas informações, muitas vezes mais bem apuradas (porque com mais tempo há maior apuração) e não diz que deu uma informação errada ou parcialmente errada. Quem ouviu a informação errada e assistiu às imagens propagará o erro, pois a maior parte da população acredita no que é dito pelos jornalistas. A TV é a maior fonte de informação no Brasil, um país que lê pouco. O público lembra do que foi dito nas primeiras horas após um incidente, o que torna essencial uma resposta imediata. Mas essa informação deve ser correta.

Ana Paula Padrão, por exemplo, comentou sobre uma explosão no prédio, com cheiro de gás. Depois, testemunhas deram entrevista afirmando que não houve explosão. Que o prédio desabou de baixo para cima. O barulho foi do próprio edifício caindo. Os bombeiros disseram que não houve vazamento de gás e nem cheiro havia. Mas a jornalista, e nenhum outro repórter que foi posteriormente ao local, consertou a informação errada. Ficou por isso mesmo, como se todas as informações narradas no primeiro momento fossem verdadeiras, dignas de credibilidade e bem apuradas. E as informações erradas foram transmitidas ao vivo, em horário nobre, na segunda emissora de maior audiência do país. Essa notícia ficou no ar por mais de 15 minutos, com imagens fortes, mas desprovidas de texto com informações concretas. Apenas Ana Paula – e algumas vezes Celso Freitas, repetindo as mesmas informações já lidas na primeira nota (veja o texto acima) e falando palavras sensacionalistas e informações desencontradas que depois não foram confirmadas.

Os jornalistas precisam ter mais cuidado nas transmissões ao vivo. Credibilidade é tudo. Informação correta é o que leva a manter essa credibilidade.


Assista a primeira narração de Ana Paula Padrão. A segunda reportagem, que foi transmitida ao vivo por mais de 15 minutos, não foi disponibilizada no portal da emissora.

http://noticias.r7.com/jornal-da-record/noticia/parte-de-predio-comercial-desaba-no-centro-do-rio/

23 de jan de 2012

História: o primeiro jornal do Centro-oeste

Qual o primeiro jornal do Centro-oeste? Matutina Meiapontense

Quando circulou? De 1830 a 1835

Quem foi o idealizador? Joaquim Alves de Oliveira, um rico comendador que era dono do povoado Minas de Meia Ponte, hoje a cidade de Pirenópolis.

Confira reportagem completa que narra os 200 anos da Fazenda Babilônia que ainda guarda parte da história do Brasil na época da escravidão.

Fonte: http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/cidades/2012/01/23/interna_cidadesdf,287221/fazenda-bicentenaria-traduz-tempos-aureos-do-ouro-e-da-cana-de-acucar.shtml

20 de jan de 2012

Imprensa fútil

Assisto aos telejornais diariamente, ouço rádio exclusivamente de notícias, folheio revistas e também navego na internet. Folha, Veja, Época, Correio Braziliense, G1, R7, Jornal de Brasília e outros portais são meus acessos diários. O que a imprensa publica me interessa por força da profissão.

Sei que os jornalistas escolhem pautas pelos seguintes critérios: assunto ser novidade, inédito, singular, inesperado, muito negativo, muito positivo (fora dos padrões normais), causar impacto ou ter apelo social. A natureza da mídia é informar, denunciar, cobrar soluções. Pode destruir reputações e patrimônios.

Ultimamente as pautas da imprensa deixam a desejar. De três, uma: ou os assuntos do mundo acabaram, os problemas brasileiros já foram resolvidos ou estamos ficando burros.

Agora o que se publica é somente o suposto abuso sexual ocorrido no BBB 12 ou a Luiza que votou do Canadá.

Sinceramente, não tem outro assunto para falar? Esses assuntos são fúteis, sem interesse social, etc, etc e tal.

O comentário mais inteligente que ouvi foi a crítica do jornalista Carlos Nascimento (foto), no Jornal do SBT. Ele condenou as duas pautas.


Assista ao comentário de Carlos Nascimento:

http://entretenimento.r7.com/famosos-e-tv/noticias/carlos-nascimento-se-irrita-e-detona-bbb-e-luiza-do-canada-20120120.html

17 de jan de 2012

História do Egito

Encontrada a tumba de uma cantora egípcia.

O tesouro arqueológico tem mais de três mil anos.

Confira reportagem:

http://www1.folha.uol.com.br/ciencia/1035428-com-3000-anos-tumba-de-cantora-e-descoberta-no-egito.shtml

15 de jan de 2012

As pessoas dizem, mas a Bíblia não diz

É comum as pessoas acrescentarem informações ao texto bíblico. Isso se chama eixegese. Inventam nomes, personagens e fatos que não existem na narrativa. As pessoas dizem, mas a Bíblia não diz.

Quer exemplos?

O fruto proibido - As pessoas afirmam – e tornou-se comum no imaginário popular brasileiro, que Eva comeu uma maçã e a ofereceu a Adão. A Bíblia não cita que ela comeu uma maçã. Afirma que Eva comeu um fruto, não definindo qual tipo. Cita que a árvore era do “conhecimento do bem e do mal” (Gn 2: 16,17,22; 3:6).

A culpa de Eva - As pessoas dizem que Eva foi culpada por Adão ter comido do fruto que Deus disse que não deveriam comer. Ela ouviu a serpente, depois comeu e ofereceu ao marido. Mas a Bíblia diz que Deus deu a ordem para Adão para não comer do fruto. Somente depois disso Ele criou Eva, tirando-a do costela do homem. Quando Deus foi visitar o casal no jardim do Éden, perguntou a Adão porque comera do fruto. Deus não se dirigiu a Eva. A ordem foi dada a ele, a cobrança da parte divina foi direcionada também a Adão (Gn 2:16,17,21,22; 3:11).

Os três reis magos - A Igreja Católica, por tradição, nomeou os três reis magos: Belchior, Gaspar e Baltazar que são celebrados no Dia de Reis. A Bíblia não cita os nomes dos três reis magos. Diz apenas, que “uns magos vieram do oriente a Jerusalém” (Mt 2:1).

O fim do mundo - Vários líderes de seitas, ao longo da história, marcam a data do fim do mundo. As últimas notícias, divulgada amplamente pela imprensa, são sobre a profecia do calendário maia que marca o fim de um ciclo para o dia 31 de dezembro de 2012. Muitas pessoas interpretaram essa informação como sendo o fim do mundo. A Bíblia não cita uma data para o fim do mundo. Diz que quando acontecessem guerras, briga entre pais e filhos, desentendimento entre as nações, esses seriam os sinais do fim, mas ainda não seria o fim (Mc 13:7; Mt 24:6).

A segunda volta de Jesus - Líderes religiosos comentam também sobre a vinda de Jesus. Muitas datas chegaram a ser marcadas, seguidores de seitas praticaram suicídio coletivo. Mas a Bíblia não cita o dia, o horário ou o local para a volta de Jesus Cristo. Diz que “aquele dia e hora ninguém sabe, nem os anjos do céu, mas unicamente meu Pai” (Deus). A informação está em Mateus 24:36.

Suicídio – Muitos dizem que no céu não entrará a pessoa que cometer suicídio. É bom que fique claro que na Bíblia não existe nenhuma referência quanto à salvação ou não de uma pessoa que tira a própria vida. A Bíblia afirma que “os tímidos, os incrédulos, os abomináveis, os homicidas, os fornicadores, os feiticeiros, os idólatras, os mentirosos terão parte do lago que arde com fogo e enxofre”. Este versículo nada comenta sobre suicidas (Ap 21:89). O que a Bíblia cita são histórias de pessoas que se suicidaram como Judas. Ou que pensaram em suicidar-se, como o carcereiro. Também existem textos que relatam a história da morte de Saul, que se lançou sobre a sua própria espada.

Como se percebe, o versículo não comenta sobre pecado ou perda da salvação. Na verdade, há um consenso doutrinário nas igrejas evangélicas, herdado da igreja católica, sobre esse tema. Por isso, muitas pessoas associam suicídio à morte eterna, à perda da salvação. Mas a Bíblia não relata sobre esse ponto.

O que está escrito acima, não significa que a autora deste texto defenda a pessoa que tira a própria vida. Não é um incentivo para as pessoas se matarem. A defesa tem que ser sempre pela vida, que é um dom divino. É apenas uma observação de que uma afirmação que liga suicídio ao inferno não tem respaldo bíblico. As pessoas devem preservar o santuário de Deus, conforme está registrado em I Co. 3:17.

9 de jan de 2012

Qualquer um vira pastor

Por que tantas pessoas despreparadas tornam-se pastores?
Quais requisitos exigidos para exercer a função?


É pastor preso acusado de obter vantagem ilícita (estelionato), é outro preso por abusar sexualmente de crianças e adolescentes, as filhas dos fiéis. Outro ainda, acusado de abusar sexualmente de dois meninos de 8 e 11 anos. Além dos abusos ao longo de um ano, o pastor exibia filmes pornográficos para as crianças, de acordo com as investigações da polícia. Nesse caso os abusados também são filhos de membros da igreja.

Três casos de crimes envolvendo pastores em Brasília em menos de uma semana, sendo divulgado amplamente pela imprensa local. Também teve o caso de um padre pedófilo. Ou seja, as páginas dos jornais ficaram recheadas de religiosos criminosos na semana passada.

Eu pergunto: Qualquer um pode ser pastor? Parece que sim nas igrejas evangélicas brasileiras.

Quais os requisitos para uma pessoa ser pastor? A liderança da igreja confere se a vida da pessoa é realmente íntegra?

Nos três casos não cito nomes dos personagens por minha escolha, apesar dos mesmos terem se tornado públicos em reportagens publicadas em jornais e telejornais de grande circulação de Brasília. Escolho não citar nomes porque dois casos ainda serão melhor investigados e julgados. Portanto os envolvidos não foram condenados. Foi publicado que foram presos suspeitos de pedofilia e de estelionato. Somente em um caso o pastor já foi condenado.

Vamos dar um breve perfil do religioso já condenado. O pastor acusado de pedofilia contra seis garotas, entre quatro e 11 anos, foi condenado a mais de 50 anos de prisão. Ele é do Maranhão onde exercia a profissão de pedreiro. Veio para Brasília e tornou-se pastor.

Ah, não! Aí já é demais. Cadê a formação teológica desse homem? Cadê o preparo necessário para ser um líder espiritual? Isso parece brincadeira, mas aconteceu recentemente. A reportagem publicou que ele pregava contra o uso de maquiagem e contra as mulheres usarem calça comprida. Pode? Isso reflete o despreparo geral desse homem. Mas ele estava como pastor de um segmento importante do meio evangélico, e foi autorizado a trabalhar por outros líderes. Assim não dá, gente!

Sinceramente, é preciso ser revisto, com urgência, os requisitos para ser consagrado a pastor. É necessário exigir antecedentes criminais, diploma (ou certificado) de teologia, documentos pessoais, entre outros.

Muitos pastores hoje não têm nenhuma formação teológica. Não que seja obrigatório um curso de teologia reconhecido pelo Ministério da Educação para exercer a função, pois Deus usa pessoas íntegras e com o coração voltado para Seu Reino. Também sei que a seara (o campo de trabalho) é grande, as necessidades são muitas e são poucas as pessoas que se dispõe ao serviço sério. Como a Bíblia diz, “são poucos os obreiros”. Mas ter uma formação, ser informado e estudar não faz mal a ninguém. Pelo contrário. Ajuda o líder a ser melhor preparado.

Caso contrário, fica o segmento sendo desrespeitado por nomes impróprios, por criminosos, pessoas que jamais deveriam ser líderes, mas que tiveram o aval de outros pastores para exercerem a função. O aval significa que foram escolhidos, consagrados e autorizados pelas igrejas a exercer o ministério pastoral.

A mudança precisa ser urgente. Chega de lobos no meio da igreja. Que Deus nos acuda!

7 de jan de 2012

Dia da Liberdade de Culto

Ler a Bíblia ou o Alcorão. Ser seguidor da Cabala, do Espiritismo, Budismo ou Judaísmo. Isso é liberdade. A pessoa escolhe que fé seguir, que crença ter. A liberdade de expressão do homem passa pela livre escolha do culto. Por isso existe o Dia da Liberdade de Culto, em 7 de janeiro.

No Brasil, a Constituição garante o exercício dos cultos. A lei assegura que as pessoas não podem ser privadas de direitos por causa da religião que escolhem. Mas a convicção de fé não pode ser usada para eximir-se da obrigação legal. Ou seja, uma pessoa não pode descumprir a lei justificando que o fez por suas convicções religiosas (Constituição, artigo 5º, incisos VI, VIII).

É bom lembrar que o país é laico. Para a liberdade religiosa acontecer um grupo não pode prevalecer, tendo direitos diferentes e vantagens sobre outros, sendo dono do poder. Se o governo professa oficialmente uma fé, isso implica em falta de liberdade, agredindo a escolha individual.

A Declaração Universal dos Direitos Humanos (artigos I, II) também diz que os “homens nascem livres” e que podem usufruir dessa liberdade independente de cor, sexo, raça, língua, opinião política e religião.

Valorizar a liberdade de culto é fundamental. Graças a esse direito conquistado as igrejas estão com as portas abertas, as pessoas podem falar abertamente sobre Jesus e não são presas, perseguidas ou mortas. Graças à liberdade pode-se fazer um show ou um culto em praça pública. A igreja pode ter um programa de televisão, de rádio ou uma página na internet. Graças à liberdade de crença eu posso escrever esta nota e você ler este blog.

Em países fechados, como os islâmicos, as pessoas são obrigadas a seguir uma religião oficial. Um prejuízo à fé.

6 de jan de 2012

Dia de Reis, Dia da Epifania: religião na Bulgária e no Brasil

É notícia hoje nos principais jornais nacionais e internacionais. Na Bulgária, em 6 de janeiro, celebra-se o Dia da Epifania. O padre joga uma cruz no rio e muitos homens mergulham nas águas quase congeladas para achá-la.

No ritual anual, acredita-se que quem a encontrar terá saúde durante o ano. Os que dançarem nas águas geladas também tem saúde garantida. A dança se chama Horo. Essa tradição de fé é dos cristãos ortodoxos do leste europeu. O ritual é seguido à risca, apesar do rigor do inverno na Bulgária nesta época.

A tradição é fundamentada na história do batismo de Jesus Cristo por João Batista. Dizem que foi nesse dia que João batizou o Mestre quando o Espírito Santo desceu em forma de pomba. Apesar de crença popular, não existe fundamento para essa teoria (a data) nos textos bíblicos. A Bíblia não cita o dia do mês e do ano do batismo de Jesus. Também vale ressaltar que o calendário usado naquela época era diferente do atual.

Hoje usamos o calendário gregoriano que, somente em 1582, foi implantado pelo papa Gregório XIII com o apoio da Igreja Católica romana. Na época de Jesus usava-se o calendário Juliano que foi estabelecido por Júlio César, no ano 46 a.C. (708 da fundação da cidade de Roma). Era o auge do império. Os romanos controlaram todo o mundo conhecido da época.

Apesar de na Bulgária a festa está atrelada ao batismo, entre os cristãos, a epifania é celebrada em três momentos diferentes: perante os reis magos, a epifania com o batismo de Jesus no rio Jordão e quando Jesus faz o milagre de transformar água em vinho no casamento na cidade de Caná, localizada na Galiléia. Nessa festa de casamento se iniciou o ministério público de Jesus.

No Brasil, a celebração mais forte da Igreja Católica é a do Dia de Reis, que foi a manifestação de Jesus aos gentios (os reis magos) que a Igreja Católica chama de Belchior, Gaspar e Baltazar. Eles também tornaram-se santos. Os evangélicos, apesar de também serem cristãos, não celebram o Dia de Reis.

Mais uma vez, não existe base nos textos bíblicos para dar nomes aos magos. A Bíblia não cita os nomes desses personagens. Em Mateus 2.1 diz que “uns magos vieram do oriente a Jerusalém”. Nada mais acrescenta sobre a identidade dos andarilhos.

O que é a epifania?
A palavra vem do grego (epipháneia) e tem vários sentidos. No sentido religioso, é a aparição, a manifestação divina. É a manifestação de Jesus aos gentios, chamada de reis magos. Por conta disso, criou-se a festa religiosa que celebra essa manifestação. Significa a manifestação de Jesus como Salvador do mundo, enviado por Deus. O Filho de Deus revela-Se às pessoas.

Muitos outros líderes religiosos também disseram que tiveram experiências epifânicas como Buda, Moisés, Maomé, entre outros.

No sentido filosófico e literário, epifania é usada para afirmar que uma pessoa teve uma idéia inspiradora por meio de uma iluminação divina, sobrenatural.

Na celebração do dia 6 de janeiro os cristãos encerram as festividades do Natal. Os presépios, as luzes, as árvores e demais enfetes são desmontados.

Veja fotos da festa na Bulgária.
http://noticias.terra.com.br/mundo/fotos/0,,OI183042-EI8142,00-Bulgaros+celebram+Dia+da+Epifania+com+danca+em+rio+gelido.html