31 de mar de 2012

Páscoa

Coroa de espinhos, cruz, pregos, suor, dor, sofrimento. Essas palavras remetem à memória da morte, mas também da ressurreição de Jesus Cristo. Assim, as pessoas são lembradas de que a páscoa dos cristãos está chegando. É uma festa mundial que celebra a ressurreição de Jesus Cristo, o Salvador. A celebração é pela libertação do pecado. Jesus, o Cordeiro, foi sacrificado para tirar o pecado da humanidade.

A páscoa tem família em volta da mesa, tem ministração especial nas igrejas, o reconhecimento de que Jesus foi sacrificado pelos pecados, e isso trouxe salvação e aproximou novamente o homem de Deus.

A páscoa cristã vem de tradição da festa judaica. Lá em Israel, significa pêssach, ou seja, passagem. Os judeus do Antigo Testamento comemoraram a vitória de ter deixado a escravidão no Egito e ter partido rumo a Canaã, a terra prometida, numa travessia liderada por Moisés. A páscoa judaica também tem o significado de libertação, assim como a cristã.

As famílias judaicas fazem comida especial para o dia. Tem cordeiro, pães asmos, ervas amargas, mel, entre outros pratos. Cada alimento tem simbolismo próprio. O cordeiro, por exemplo, simboliza o sacrifício para o perdão dos pecados. Os pães sem fermento (asmos) são para lembrar que os judeus que saíram do Egito não tiveram tempo de deixar o pão crescer. Por isso o alimento sem fermento.

A diferença entre os cristãos e os judeus é que estes não aceitam Jesus Cristo como o Messias. Adoram somente a Deus, o Criador. Os cristãos aceitam a revelação que está no Novo Testamento de que Jesus Cristo é o Messias, o enviado por Deus para religar o homem ao Pai.

Uma festa singular. Em Jesus, existe vida para relembrar que a cruz foi um gesto de amor sem medida. Jesus se entregou por amor. Que cada pessoa tenha um coração agradecido nesta páscoa. Que relembre o sacrifício, em memória dEle, até que volte.

30 de mar de 2012

TV é atividade preferida dos brasileiros

Uma pesquisa confirmou o que os comunicadores já sabiam. Assistir TV é o passa tempo favorito das pessoas nos momentos livres.

A pesquisa Retratos da Leitura no Brasil, divulgada no último dia 28, organizada pelo Instituto Pró-Livro, apontou que 85% dos entrevistados disseram que ver televisão é a atividade preferida. Em seguida aparecem escutar música ou rádio (52%), descansar (51%) e reunir-se com amigos e a família (44%). Subiu o número de pessoas que usa tempo livre para navegar na internet: de 18% para 24% entre 2007 e 2011. Acessar redes sociais é preferência de 18% dos entrevistados.

A leitura ficou em sétimo lugar. O percentual de entrevistados que declarou gostar de ler caiu. A pesquisa apontou que o número de entrevistados que leem caiu de 36% entre 2007 para 28% em 2011. O brasileiro lê, em média, quatro livros por ano e apenas metade da população pode ser considerada leitora. As mulheres leem mais do que os homens.

De acordo com o estudo, a Bíblia aparece em primeiro lugar entre os gêneros preferidos, seguido de livros didáticos, romances, livros religiosos, contos e literatura infantil.

Minha opinião
Desde os tempos de faculdade – e lá se vão alguns anos, escuto os professores de Jornalismo afirmarem que a TV é o maior meio de comunicação de massa do Brasil. Estudos mostram que têm mais aparelhos de televisão do que geladeira na casa dos brasileiros. A pesquisa somente reforçou o que os jornalistas já sabiam.

Apesar de ser de grande alcance, a TV não informa com qualidade. Como tempo é dinheiro, a informação transmitida é superficial e rápida demais. A falta de aprofundamento, de mais explicações para melhor esclarecer as pessoas apontam para um outro problema: é desse meio que os brasileiros mais recebem informação. Isso significa que bebem de uma fonte rasa, sem análise crítica, com visão unilateral. Ao assistir TV a pessoa toma a posição passiva, apenas receptora da informação. Não tem a oportunidade de interagir, debater, aprofundar-se. Os comunicadores – se é que podem ser chamados assim os profissionais que fazem TV, é quem decidem o que as pessoas assistem, o que será pauta nacional ou não. Sei que hoje já existe o recurso de escolher os canais fechados, que transmitem programas mais diversificados. Mas esse recurso ainda é distante da maioria da população que têm maior acesso somente à TV aberta. E agora que a TV está até na internet é que a juventude vai mesmo se ligar na telinha.

Outro ponto que merece ser comentado é que tipo de programa é mais assistido. Isso a pesquisa não apontou. A qualidade dos programas também deve ser um ítem pensado. Muitos, muitos mesmo têm baixa qualidade. A TV brasileira não se preocupa com educação, pois a função é entreter. Muita política de "pão e circo" acontece nos bastidores. Empresários preocupados com os lucros financeiros.

Preocupante para um país que necessita crescer, diante de uma juventude que precisa estudar mais e desenvolver o hábito da leitura.

Temos que parar para pensar. Que futuro teremos? Quem pouco lê, pouco sabe, pouco estuda, pouco cresce. As oportunidades de trabalho com bons salários existe para quem é melhor preparado. Ser melhor preparado passa pelos estudos, pela leitura.

Pelo que se pode vê, o país tem grandes desafios pela frente. Investir na educação é um deles.

29 de mar de 2012

História: a mulher e o voto

A data não pode passar em branco. Há 80 anos as mulheres conquistaram o direito de votar.

A história é a guardiã da memória. Quando hoje vemos que é comum homens e mulheres irem às urnas escolher presidente, senador, deputado, enfim, os representantes políticos, é necessário contar para a nova geração que nem sempre foi assim. Foi por meio da luta, do questionamento e de muito trabalho que elas ganharam espaço. Isso é o que significa conquistar. Não foi mérito dos homens, não foi permissão ou esforço da parte deles. As mulheres avançaram e reivindicaram. É conquista mesmo. Por esforço e mérito delas.

Voltando na história, era o ano de 1932. A mulher saiu de dentro de casa e apareceu nas urnas.

O direito nacional ao voto foi obtido por meio do Código Eleitoral Provisório, de 24 de fevereiro de 1932. Mesmo assim, a conquista não foi completa. O código permitiu apenas que mulheres casadas, com autorização dos maridos, viúvas e solteiras com renda própria pudessem votar.

As restrições ao pleno exercício do voto feminino só foram eliminadas no Código Eleitoral de 1934. No entanto, o código não tornou obrigatório o voto feminino. Apenas o masculino. O voto feminino, sem restrições, só passou a ser obrigatório em 1946.

Mas deixando o passado e voltando ao presente, as mulheres somam hoje 97 milhões de brasileiras. O que mudou na vida delas ao longo desses 80 anos?

Muitas mudanças aconteceram. Na política, elas podem votar e ser votadas, apesar de o universo do poder ainda ser de maioria masculina. Mas os tempos contemporâneos são promissores. A primeira presidenta foi eleita ano passado. Dilma Rousseff é o exemplo de que as mulheres podem. Ela foi escolhida pelo voto direto e democrático do povo, com 56,05% de preferência, ou seja, 55.752.092 votos. Ela escolheu um time de saia para estar ao seu lado. Dentre os assessores diretos, Dilma conta hoje com 10 ministras.

Também vale ressaltar que Marina Silva, ex-ministra e ex-senadora, também disputou a presidência da República na mesma época que Dilma. Ambas foram as primeiras a concorrer ao maior cargo político do país. Dilma venceu.

Em relação às leis, também ouve avanços. Existe agora a Maria da Penha, que guarda a mulher contra a violência doméstica, seja física ou verbal.

Na saúde, ganharam o direito a não serem demitidas em caso de gravidez e à licença maternidade. Ganharam também o anticoncepcional, um símbolo da liberdade sexual sem o sem o ônus de uma gravidez indesejada. A pílula chegou ao Brasil em 1962, vinda dos Estados Unidos onde foi inventada dois anos antes.

Na família, as mulheres são chefes, sustentam financeiramente e educam os filhos. O planejamento familiar também mudou. Elas têm menos filhos hoje. Há uma queda na taxa de fecundidade. Também existe a opção de cuidar da carreira profissional e só depois pensar em casamento e gravidez. Elas se casam cada vez mais tarde.

Na educação, elas estudam mais do que eles. As mulheres das metrópolis têm mais anos de investimento em educação do que as do interior do país.

Apesar de mais qualificadas, as mulheres continuam ganhando menos que os homens, de acordo com o estudo “Mulher no mercado de trabalho: Perguntas e respostas”, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Mas para mudar esse quadro, a presidente Dilma assinou lei, no último dia 8 de março, permitindo que as empresas sejam multadas caso paguem salário diferente para homens e mulheres que exerçam o mesmo cargo. Os anos de trabalho também precisam ser levados em conta. É a busca da justiça no trabalho equiparando os salários dos trabalhadores independente do gênero.

No trânsito, é provado que as mulheres dirigem com mais cuidado, são mais atenciosas, mais prudentes e isso reflete em menos envolvimento em acidentes.

Na religião, o universo avançou, apesar de ainda ter que melhorar muito. A Igreja Católica não ordena mulheres para a cúpula dos trabalhos. Elas não podem exercer o sacerdócio. Somente existem padres e bispos. Eles dominam a liderança. Elas somente chegam à função de freiras. No budismo, elas também não são líderes gerais. A exceção no Brasil é que exista uma monja. Mas ela representa uma minoria. A maioria é de homens liderando os templos. No Islamismo, mulher na liderança nem pensar. As igrejas evangélicas são mais abertas. Os batistas, por exemplo, têm pastoras. Outras denominações também abrem espaço para elas serem líderes, mas ao lado dos maridos. São as chamadas esposas de pastores. Mas ainda existem igrejas, como a Assembleia de Deus, que não consagram mulheres para o pastorado. Elas exercem atividades como líderes de grupo e missionárias.

Várias mudanças aconteceram. Muitas outras ainda precisam acontecer. Mas elas têm o que comemorar e não podem cruzar os braços e estacionar no tempo. A mulher pode contribuir para a construção de um país mais desenvolvido.

Com a mulher sendo a protagonista neste artigo, isso não deve ser visto como uma defesa feminista. Antes o leitor deve avaliar este texto como uma análise realista dos tempos atuais. As mulheres conquistaram. Essa constatação é inegável.

28 de mar de 2012

Pastor Silas Malafaia na Globo, de novo

O Jornal Nacional noticiou, mas eu quase não acreditei. Em uma breve nota somente com imagens e um texto narrado pela apresentadora, a Globo divulgou a festa que aconteceu em Recife, no dia 24 de março, em comemoração aos 30 anos do ministério Vitória em Cristo, do pastor assembleiano Silas Malafaia.

O meu espanto é porque esse tipo de nota religiosa, falando positivamente sobre os evangélicos, é coisa rara na Rede Globo. Ou eles não falam nada ou criticam o segmento. Mas de uns tempos pra cá, a Globo decidiu noticiar sobre os crentes. E agora falam bem. Será por quê?

Tomara que a imparcialidade que os jornalistas sempre buscam seja uma constante na emissora quando a decisão for noticiar sobre os evangélicos. Não precisam nos amar. Precisam falar a verdade, com respeito. Quando a pauta é sobre religião, é necessário diálogo, convivência, tolerância e cooperação entre as pessoas.

21 de mar de 2012

Música gospel faz sucesso

No ranking dos CDs mais vendidos ano passado estão cantores evangélicos e padres. Isso mostra que a música religiosa cresce em número de vendas no país. Os dados são da Associação Brasileira dos Produtores de Discos.

Confira a lista dos 10 CDs mais vendidos:

Padre Marcelo Rossi - Ágape Musical;

Paula Fernandes – Ao Vivo;

Paula Fernandes - Pássaro de Fogo;

Luan Santana - Ao Vivo no Rio;

Padre Robson - Nos Braços do Pai;

Padre Fábio de Melo - No meu Interior tem Deus;

Padre Reginaldo Manzotti - Milhões de Vozes ao Vivo;

Adele – 21;

Damares – Diamante (gospel);

Caetano Veloso e Maria Gadu - Multishow ao Vivo.

A pastora Ludmila Ferber ocupa a décima sexta posição com o CD O Poder da Aliança.

Houve crescimento de 8,47% nas vendas se comparado a ano de 2010. Isso rendeu R$ 373,2 milhões em vendas com mais de 18 milhões de CDs comercializados.

20 de mar de 2012

Pastor fala mal de pastor

Há muito tempo tenho acompanhado pela TV, site e revista pastores falando mal de outros pastores. Mas no último domingo, dia 18, me chamou a atenção uma reportagem de mais de 30 minutos, exibida em horário nobre, no Domingo Espetacular, da Rede Record, denunciando que o apóstolo Valdemiro Santiago usou R$ 50 milhões da Igreja Mundial do Poder de Deus – ou seja, dinheiro dos fiéis, para comprar duas fazendas no município de Santo Antônio de Leveger, em Mato Grosso. Também há a denúncia de que ele não pagou aluguéis de 59 templos, em São Paulo, por isso tem várias ações de despejo. A reportagem foi produzida pelo jornalista Marcelo Rezende.


Não é de hoje que Valdemiro Santiago, presidente da Igreja Mundial e ex-membro da Universal, e o bispo Edir Macedo, proprietário da Rede Record, se alfinetam. Até o momento o bispo não se pronunciou sobre o assunto em público. Mas a TV que fez a reportagem é de sua propriedade. Já Valdemiro diz que toda a reportagem é fantasiosa, que a Record não o procurou para dar sua versão dos fatos, que não assinou a escritura das terras. Mas não é isso que mostram os documentos públicos exibidos para todo o Brasil.

Também me chamou a atenção o comentário que o pastor Silas Malafaia publicou em seu portal Verdade Gospel. Ele disse: “Vou começar pelo fim. O resumo da historia é este: o sujo falando do mau lavado. Todos farinha do mesmo saco”. Malafaia se referiu ao fato de ambos os líderes evangélicos serem acusados de enriquecimento ilícito. Tanto Valdemiro quanto Edir Macedo parecem estar envolvidos em problemas semelhantes. Usar dinheiro de fiéis para aplicar em empresas.

Não quero entrar no mérito da investigação e da culpa. A investigação será feita pelo Ministério Público Federal. Se o apóstolo usou ou não dinheiro dos fiéis para comprar duas fazendas e colocá-las em seu nome, a investigação irá apurar e punir os responsáveis. Para isso tem lei. Mas fica outra a pergunta no ar: com qual dinheiro a Record foi comprada? A Rede Globo também denunciou que foi com a grana dos fiéis da Igreja Universal. A lei é clara quando diz que o dinheiro de igreja não pode ser usado em empresas.

O que me preocupa é ver líderes evangélicos fazendo guerra pública. São homens ricos, que têm fama,dinheiro e poder. Estão na mídia, portanto em alta exposição, pois são donos de grandes veículos de comunicação.

Pergunto: que propósito tem isso? Qual resultado dessa guerra para a imagem do povo evangélico? Por que pastores que tem dinheiro, fama e poder não usam esses meios para promover debates sociais, para fazer o Reino de Deus crescer? Quem sai ganhando com tanta discórdia?

Eu não concordo com pastor que fala mal de outro pastor em público. Uma troca de alfinetadas que não ajuda em nada o Reino de Deus. Pelo contrário. Desmoraliza os evangélicos. Acho que seria melhor que ficassem em silêncio. Respeito o direito que cada um tem de dar sua opinião, mas não vejo que essa atitude traga bons resultados para a igreja.

Informo que o blog está aberto caso algum líder citado queira se manifestar.

Confira as reportagens sobre o caso:
Portal R7
http://noticias.r7.com/brasil/noticias/exclusivo-o-apostolo-milionario-20120318.html

Portal do pastor Silas Malafaia
http://www.verdadegospel.com/pr-silas-comenta-a-guerra-entre-o-bispo-macedo-e-o-ap-valdemiro/comment-page-22/#comment-73078

Portal Creio
http://www.creio.com.br/2008/noticias01.asp?noticia=17568

16 de mar de 2012

Justiça gaúcha manda retirar crucifixo

Crucifixos e outros símbolos religiosos foram retirados dos prédios do Judiciário gaúcho, por decisão do Conselho da Magistratura do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (TJRS).

A retirada, determinada em 6 de março, foi embasada na Constituição Federal que determina que o Estado brasileiro é laico. O artigo 19 diz ainda que a União, estados e municípios não podem ter dependência ou alianças com religiões. As entidades de classe que pediram que o TJRS agisse foram a Liga Brasileira de Lésbicas, Rede Feminista de Saúde, Somos, Nuances, Marcha Mundial das Mulheres e Themis.

Minha opinião
Que a lei seja cumprida por todos. Apesar de eu defender os símbolos cristãos por ser evangélica, acho a decisão correta. O melhor é que nenhum símbolo seja exposto nos órgãos públicos. Por que ter um símbolo de uma religião e não de outra? Por que a preferência? Como eu tenho o direito de ser evangélica, outra pessoa tem o direito de escolher a religião que quer e precisa ser respeitada por isso. Deixe os símbolos de fé para as residências, os templos e para as sessões solenes religiosas. Mas, de modo geral, que fiquem fora dos espaços públicos para que todos sejam representados e respeitados.

O desembargador relator do processo, Cláudio Baldino Maciel, disse que é necessário garantir a liberdade religiosa de todos. Os cristãos têm direitos como os não cristãos também. Seja judeu, ateu, budista, muçulmano, umbandista ou de outra seita ou religião, todos são brasileiros. Eu concordo com ele.