21 de out de 2014

Curiosidades sobre a Bíblia

A Bíblia tem unidade em seus livros, apesar de ter sido escrito em épocas diferentes, por mais de 30 autores diferentes, em culturas diferentes.

Os primeiros livros do Antigo Testamento (AT) foram escritos no final
séc. XIII a.C. Os últimos livros Novo Testamento (NT), no final séc. I d.C. Ou seja, foram 1400 anos para escrever toda Bíblia. 

Mesmo com autores e épocas diferentes há coerência na história contada em todos os livros. O AT foi escrito por judeus e o NT foi escrito por cristãos, mas todos autores de diferentes correntes teológicas. Mas os livros concordam sobre Deus e a Sua ação em favor da humanidade. Como explicar essa unidade? Inspiração divina.

9 de out de 2014

As mulheres e Jesus

O que a Bíblia, especialmente o Novo Testamento, diz sobre as mulheres? A cultura de época de Israel do século I aponta que as mulheres eram desconsideradas socialmente, cidadãs de segunda classe, propriedade do marido assim como a posse da terra e dos animais. Elas não estudavam formalmente - os meninos estudavam, mas as meninas se ocupavam dos afazeres domésticos. Até mesmo na fé elas eram deixadas de lado, não podendo assumir liderança religiosa. Poucas vezes tinham permissão para ler os livros sagrados e ficavam no pátio exterior das sinagogas. No aspecto do casamento, eram obrigadas a se casar cedo com maridos arranjados. A contribuição principal da mulher no Novo Testamento, cultura que vem desde o Antigo Testamento, era a sexualidade. Ela era propriedade exclusiva de seu marido tanto para seu prazer como para ser mãe de seus filhos. 

Como a cultura da época de Jesus era pouco diferente da anterior, vale um exemplo sobre o casamento. Da primeira noite se conservava o tecido nupcial manchado de sangue que provava a virgindade da noiva e servia de prova em caso de calúnia do marido. Esse fato está registrado em Deuteronômio 22:13-21. Se o marido dissesse que a moça não era virgem, os pais dela pegavam o pano sujo de sangue, a prova da virgindade, e levavam para os anciãos da cidade que, publicamente, julgavam o caso. Uma vergonha sem medida para a noiva. Se ficasse comprovado que o marido mentira e que a moça era virgem antes da noite de núpcias, ele era multado e castigado porque tinha levantado blasfêmia, má fama contra a jovem. Se ficasse constatado que a moça realmente não era virgem, ela era apedrejada pelos homens, pois tinha feito loucura e se prostituído enquanto ainda estava na casa de seu pai. Cabia ao homem mandar e desmandar. Uma cultura denominada patriarcal. Essa situação patriarcal foi herdada desde o Antigo Testamento onde a sociedade era fundamentada em princípios religiosos. Essa fundamentação seguia os modelos de dominação vigentes na época, ou seja, o domínio exagerado do masculino e, em consequência, a subserviência da mulher.  Na política? Não exerciam qualquer tipo de poder, não eram consideradas nem na hora de ser testemunha. Aliás, publicamente não podiam falar com os homens e eram obrigadas a cobrir o rosto ao sair de casa. O homem poderia pedir divórcio quando quisesse, mas a mulher não.

Jesus mudou todos esses paradigmas. Ele valorizou as mulheres. Houve uma história de uma mulher, narrada em João 8, que foi pega em adultério. Escribas e fariseus a levaram até Jesus, acusando-a de traição. Mas a lei mosaica dizia que homens e mulheres apanhados em adultério deveriam morrer apedrejados. O homem adúltero não foi levado à presença do Mestre. Somente ela. Inclusive, o texto bíblico não narra o nome dessa mulher. Uma característica comum nas Escrituras que refletem a cultura da época. Muitas mulheres não têm seus nomes narrados. Ou fala-se somente que eram mulheres ou citam a história as colocando como a esposa de alguém, citando, claro, o nome do marido. Jesus não condenou aquela mulher. Antes, disse que o primeiro que não tivesse pecado que lançasse a pedra para matá-la. Todos os homens foram embora e o Mestre disse à mulher para também ir embora e não pecar mais.
Além da adúltera, muitas outras mulheres cercaram Jesus. A cananéia, a samaritana, Maria e Marta. Também foi uma mulher cujo nome não se conhece, que estava na casa de Simão, que derramou perfume caro em Seu corpo para prepará-lo para o sepultamento. Aliás, foi outra uma mulher que constatou que o túmulo estava vazio. Maria Madalena foi domingo bem cedo e não encontrou o corpo de Jesus Cristo. Os anjos anunciaram que Ele havia ressuscitado.

Sim, Jesus é libertador das mulheres. Ele resgatou a auto estima, o valor, a consideração a elas em uma época de desprezo social. Esse respeito ao feminino é um exemplo a ser seguido. A história narrada acima é referente à sociedade judaica do século I, mas atualmente, na sociedade brasileira do século XXI, elas precisam ser consideradas, amadas e bem cuidadas. Respeitadas. Essa é a palavra. As mulheres precisam ser respeitadas.


Denise Santana, teóloga, jornalista e professora

2 de out de 2014

A Bíblia e a política

Sim, a Bíblia fala sobre política.

Traz conselhos para nos ajudar a tomar a decisão na escolha de bons representantes.
Nos orienta a escolher homens e mulheres tementes a Deus e nos mostra claramente a diferença entre governantes que temem e que não temem a Deus (Êxodo 3.9,10; Juízes 14.4; 2 Reis 25.1-21).

Outros versículos:

“Aquele que domina com justiça sobre os homens, que domina no temor de Deus, é como a luz da manhã, quando sai o sol, como manhã sem nuvens, cujo esplendor, depois da chuva, faz brotar da terra a erva” (2 Samuel 23.3,4).

“Como é feliz a nação cujo Deus é o Senhor, o povo que Ele escolheu para sua herança” (Salmos 33.12).

A Bíblia não apenas nos ensina a respeitar (Tito 3.1), obedecer (Romanos 13.1-5) e orar (1Timóteo 2.1-3) pelos que governam. Ela também nos orienta a participar ativamente da política, a exercer nosso papel político como cidadãos de nossa Nação, assim como o fizeram José (Gênesis 41), Daniel (Daniel 4), Ester (Ester 7-9) e tantos outros homens e mulheres de Deus. Uma das formas de participar é votando, de maneira informada, no(a)(s) candidato(a)(s) que melhor lhe representa."

Este texto é um trecho da "Carta de esclarecimento político à Igreja Batista da Lagoinha" (com adaptações minhas). #eleições2014


Jesus existiu, sim

Reportagem publicada pela revista "Veja", em 1/10/14, traz opinião de historiador que relata que Jesus nunca existiu.



Minha opinião sobre a declaração

Existem registros históricos dos séculos I e II que comentam sobre Jesus Cristo e são provas de que Ele existiu, sim. 

Os documentos de Flávio Josefo, por exemplo. Também tem documentos de historiadores romanos que comentam sobre os primeiros cristãos e sobre Cristo. São documentos de pessoas romanas como Tácito, Plínio, Suetônio, Luciano. E ainda documentos cristãos achados nas catacumbas como figuras de símbolos cristãos como cruz, peixe, âncora, pomba mostram a fé cristã nos primeiros séculos.Outros relatos sobre Ele são a Bíblia e o calendário que marca o mundo antes de depois de Cristo. 

Basta ler um pouco para discordar desse historiador que diz que Jesus não existiu. Sim, Ele existiu. Tem que ler sobre a história da igreja que vamos ter mais clareza para o debate.

12 de ago de 2014

Deus humilhado

"O cristianismo é a única grande religião que tem como fato central a humilhação de seu Deus."
Bruce L. Shelley, teólogo, professor e escritor

Análise sobre a frase
Realmente isso é verdade. Jesus foi crucificado na cruz. Naquela época, a lei judaica amaldiçoava as pessoas que eram pregadas na cruz. Era uma vergonha pública. Parte da punição das vítimas era açoite e carregar a própria cruz ao local da morte. Quando a cruz era erguida, pregava uma tábua com nome do acusado e crime cometido. No caso de Jesus, INRI: Iesus Nazarenus Rex Iudaeorum - Jesus de Nazaré, rei dos judeus.
Trecho do livro de Bruce L. Shelley, História do Cristianismo, pág. 3, Ed. Shedd Publicações

10 de ago de 2014

Meu artigo na imprensa

Correio Braziliense (coluna Correio do Brasiliense) e UniCEUB publicaram meu artigo "Brasília em palavras, ontem e hoje".

Confira:

http://www.uniceub.br/noticias/clipping/2014-1o-semestre/brasilia-em-palavras,-ontem-e-hoje.aspx

Eleições 2014 - Dica para os evangélicos

Não abra espaço nos cultos para candidatos fazerem campanhas.

Vamos fazer melhor: organizemos um debate (em horário contrário ao culto) e convidemos todos os candidatos e demais pessoas interessadas para debater propostas. 

Os conselhos (de pastores, de teólogos, de representantes da comunidade) podem organizar o debate. 

É mais democrático, mais justo com esse ou aquele membro que não gosta de candidato que o líder (ou o pastor) apoia e trará mais esclarecimentos ao segmento evangélico.

Vamos ser mais inteligentes, minha gente. Diga não ao voto de cabresto.

#eleições2014 #democracia #liberdade #idéiasinteligentes #votoconsciente #voto #política

27 de jun de 2014

Evangelismo na Copa do Mundo

O Estádio Mané Garrincha, em Brasília, recebeu o jogo Gana X Portugal, dia 25 de junho de 2014.

Também entrou em campo o time de Jesus Cristo falando sobre amor, paz, salvação e esperança para brasileiros e estrangeiros. 

É o Trans Copa. Bacana demais.

#Copa #CopaDoMundo #Brasil


                                                                                                                         Foto: Wanessa Tanúbio
Torcedores de Gana e os voluntários do Trans Copa

25 de jun de 2014

Brasileiros que precisam de Jesus

Quais são os grupos brasileiros que ainda precisam ser evangelizados?
Indígenas
Ribeirinhos
Ciganos
Sertanejos
Quilombolas
Imigrantes
Surdos, com limitações de comunicação 
Os mais ricos dos ricos e os mais pobres dos pobres

Acesse site e leia reportagem:

http://www.ultimato.com.br/conteudo/quem-sao-os-menos-evangelizados-no-brasil


19 de jun de 2014

Jesus e futebol no Mané Garrincha


Torcedores da Colômbia

Voluntários evangélicos participando da Trans Copa


As torcida da Colômbia e da Costa do Marfim invadiram o Estádio Nacional Mané Garrincha, no dia 19 de junho.

Também passou por lá um time de voluntários que participou da Trans Copa que têm o objetivo de evangelizar brasileiros e estrangeiros na Copa do Mundo.

Os voluntários se concentraram na Torre de TV, ponto estratégico por onde passaram os torcedores rumo ao estádio.


Está acontecendo evangelismo em massa nas 12 cidades-sede da Copa do Mundo. Têm evangélicos falando sobre o amor de Deus em Curitiba, Fortaleza, Manaus, Recife, Natal, São Paulo, Belo Horizonte, Porto Alegre, Rio de Janeiro, Cuiabá e Salvador.

A iniciativa é da Junta de Missões Nacionais e tem o apoio da Sociedade Bíblica do Brasil.

 Torcedores rumo ao estádio Mané Garrincha

 Torcedores da Costa do Marfim

 Torcedores da Colômbia

 Torcedores da Colômbia



16 de jun de 2014

Bola no pé e Jesus no coração

Dos quatro canto da Terra tem gente no Brasil. É a Copa do Mundo. Bola em campo, torcedores nos estádios e um time de voluntários evangelizando. Sim, esse é o ótimo momento para anunciar sobre o amor de Jesus Cristo.
Parte da equipe de voluntários do Trans Copa 2014

O Trans Copa aconteceu em Brasília, no dia 16 de junho, envolvendo uma equipe de 50 voluntários das mais diversas denominações evangélicas. O grupo se concentrou na Torre de TV, na Funarte, no Setor Hoteleiro Norte e no Parque da Cidade. Lugares estratégicos por onde passaram os torcedores, rumo ao Estádio Nacional Mané Garrincha, para assistir ao jogo Suíça e Equador.
 Torcedores da Suíça fazendo fondue

 Torcedores equatorianos


Em ação, evangelizando: futebol combina com falar sobre o amor de Jesus

Os voluntários adotaram o evangelismo pessoal. Abordavam os torcedores, distribuíam ventarolas, panfletos e deixavam uma mensagem de esperança.

Além de Brasília, as cidades-sedes da Copa também recebem o projeto. Há grupos evangelizando nos estádios de São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Porto Alegre, Cuiabá, Curitiba, Fortaleza, Manaus, Recife, Natal e Salvador.

O Trans Copa é uma iniciativa da Junta de Missões Nacionais (www.avancabrasil.org). Também conta com a parceria do projeto Joga Limpo Brasil, da Sociedade Bíblica do Brasil.


Depoimentos

“Meu coração é missionário. Isso me move. Não consigo ficar entre quatro paredes. Quando ouço chamar para evangelizar, meu coração queima. É bom conversar com as pessoas e anunciar Jesus.”
Neuza Cardoso dos Santos, 38 anos, técnica em enfermagem, Igreja Batista Monte Moriá, Santa Maria

 “Passamos a mensagem de João 3.16 que diz que Deus nos amou tanto que mandou Seu filho Jesus morrer para nos salvar.”
Pastor Aldo Gléria, membro da Primeiro Igreja Batista no Cruzeiro Novo e coordenador do Trans Copa na base de Brasília.

“Vim com o intuito de evangelizar na Trans Copa. Há 52 anos teve uma Copa do Mundo no Brasil. Vejo que muitas pessoas carregam no coração as lembranças daquela Copa. Quero carregar boas lembranças dessa Copa 2014 para contar para meus netos. Vou dizer para eles que participei da festa, mas a serviço do Reino de Cristo, evangelizando brasileiros e estrangeiros. O Pentecostes também atraiu pessoas. Naquele momento os discípulos aproveitaram para espalhar o evangelho. Quero fazer parte dessa nova oportunidade que Cristo está dando para a igreja que é evangelizar o mundo.”
Vittor Michel de Souza Godói, 27 anos, técnico em enfermagem, Primeira Igreja Batista Planaltina, DF


Texto e fotos: Denise Santana, jornalista

10 de jun de 2014

Máquina substituirá o jornalista?

Era só o que faltava.

Reportagens produzidas por máquinas são realidade e colocam em xeque a profissão dos jornalistas. Em 15 anos, softwares produzirão 2/3 dos noticiários, de acordo com especialistas. E detalhe: os textos dos softwares serão dignos de prêmios. Quem dá a nota é a revista "Imprensa".

Vixe. Já "tá" difícil só com a concorrência só dos humanos imagina agora com a das máquinas. "Tamu" fritos.

6 de jun de 2014

Crime religioso no Brasil

Isso é um absurdo.

Os adolescentes evangélicos deveriam respeitar a fé católica.

Isso é crime, de acordo com artigo 208 do Código Penal que diz que não pode vilipendiar objeto de culto. Esse artigo fala dos crimes contra o sentimento religioso. É crime: escarnecer alguém pela sua fé, impedir ou perturbar cerimônia religiosa e vilipendiar objeto de culto.

E esse problema sempre volta a acontecer no Brasil. Cadê o respeito e a tolerância?

Confira reportagem:

http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/brasil/2014/06/06/interna_brasil,431224/guerra-santa-entre-catolicos-e-evangelicos-abala-interior-da-paraiba.shtml#.U5GyHyx-28w.facebook

8 de mai de 2014

Índice de confiança nas profissões

Pesquisa do instituto alemão GfK Verein revelou a confiança dos brasileiros nas profissões.

Os bombeiros são os profissionais mais confiáveis no Brasil. A pesquisa revela que 92% dos brasileiros confiam nos bombeiros.

Estão também no topo da lista os professores, com 82% de confiança e os paramédicos, com 81%.
Os jornalistas tiveram 66% de índice de confiança.

No final da lista estão os policiais, com apenas 44% de confiança e os advogados, com 41%. 

Os políticos têm menos confiança. Somente 6% dos brasileiros confiam neles.

O estudo foi realizado em todo o mundo e entrevistou mais de 28 mil pessoas. No Brasil foram entrevistadas mil pessoas.

7 de mai de 2014

Aconteceu o 6º Fórum Liberdade de Imprensa e Democracia: a imprensa corre risco? E a sociedade?

Jornalistas discutiram sobre censura e violência, durante 6º Fórum Liberdade de Imprensa e Democracia, organizado pelo “Portal Imprensa” que aconteceu em 6 de maio, no auditório da Imprensa Nacional, em Brasília.

Participaram do fórum representantes do Comitê para a Proteção dos Jornalistas, criado nos Estados Unidos em 1981, para fazer alerta sobre ameaças ao livre exercício da profissão. María Teresa Ronderos e Carlos Lauría entregaram documento para a presidente Dilma Rousseff com estatísticas sobre jornalistas mortos no País. De acordo com relatório do Comitê, de janeiro de 2011 até agora, 12 jornalistas foram mortos em consequência de seu trabalho. O relatório nomina as vítimas. Foram mortos: Mario Randolfo Marques Lopes (Vassouras na Net, Rio de Janeiro); Rodrigo Neto (Rádio Vanguarda e Vale do Aço, Minas Gerais); Décio Sá (O Estado do Maranhão e Blog do Décio, Maranhão); Valério Luiz de Oliveira (Rádio Jornal, Goiás); Eduardo Carvalho (Última Hora News, Mato Grosso do Sul); Mafaldo Bezerra Goes (FM Rio Jaguaribe, Ceará); Luciano Leitão Pedrosa (TV Vitória e Rádio Metropolitana FM, Pernambuco); Edinaldo Filgueira (jornal O Serrano, Rio Grande do Norte); Gelson Domingos da Silva (TV Bandeirantes, Rio de Janeiro); Walgney Assis Carvalho (freelance, Minas Gerais); Santiago Andrade (Bandeirantes, Rio de Janeiro); e Pedro Palma (Panorama Regional, Rio de Janeiro).

O mesmo relatório aponta que a Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (ABRAJI) registrou 163 violações contra a liberdade de imprensa envolvendo 152 jornalistas entre maio de 2013 e março de 2014. Outro dado que merece destaque é que o Brasil ocupa o 11º lugar no ranking mundial de morte de jornalistas em trabalho. Clarinha Glock, representante da ABRAJI, comentou que está produzindo um guia prático que dará dicas importantes de segurança para as equipes de imprensa que estão nas ruas trabalhando. A preocupação mais urgente é com o possível aumento da violência na Copa do Mundo.

Várias ações precisam ser tomadas pelo governo para garantir a segurança dos profissionais. Carlos Lauría escreveu que o governo de Dilma Rousseff tomou algumas medidas contra o problema de ataques a jornalistas como a criação a um grupo de trabalho que investigou os fatos. “Agora que o grupo divulgou seu relatório, a questão é se o governo vai ou não implementar suas recomendações e, caso sim, como e com que rapidez", diz Carlos em texto publicado no relatório. Outras medidas precisam ser adotadas com urgência como a inclusão de jornalistas sob ameaça no Programa Nacional de Proteção dos Defensores dos Direitos Humanos; atuar para aprovação de reformas na lei que tornem federais os crimes contra a liberdade de expressão; desenvolver procedimentos e treinamento para garantir que jornalistas possam atuar em manifestações relativas a Copa do Mundo.

A Copa está chegando e várias manifestações podem acontecer. É preciso garantir a tranquilidade da população e o direito dos jornalistas trabalharem nas ruas. É preciso garantir a liberdade de imprensa.

Os problemas vão além dos assassinatos encomendados por causa do trabalho investigativo. Ainda existe a preocupação da agressão da população nas ruas. Um exemplo foi a violência que as equipes sofreram durante as manifestações sociais. A jornalista Cristina Serra, da Rede Globo, comentou sobre o problema. Disse que manifestações sempre aconteceram no Brasil e isso não é novidade. Mas a diferença é que antes a imprensa era vista como aliada, como representante da sociedade. Agora, durante algumas manifestações, os jornalistas não foram bem-vindos. Muitos foram hostilizados. “Antes o povo era a favor da imprensa, a via como representante, mediadora social. Só a Polícia não gostava. A diferença hoje é que ninguém gosta”, disse Cristina Serra, em relação à indiferença da população para com a imprensa durante as manifestações sociais.

Por que jornalistas estão sendo agredidos nas ruas? A sociedade está contra a imprensa? Essas foram algumas perguntas debatidas. Clarinha Glock disse que atualmente a sociedade está fazendo justiça com as próprias mãos, as questões sociais estão sendo tratadas como policias e não políticas, na internet há muitos questionamentos sobre a imprensa e a sociedade não se vê representada porque existe a ideia de que a imprensa manipula a notícia.
Jornalistas: Milton Blay, Cristina Serra, Denise Rothenburg, Ricardo Gandour e Eliane Cantanhêde

A jornalista Eliane Cantanhêde, da Folha de São Paulo, comentou que, “quando grandes líderes incita a população contra a imprensa, isso faz mal para a sociedade”. Deu o exemplo do ex-presidente Luis Inácio Lula da Silva. Mostrou como era Lula antes e depois. Antes, a imprensa era bem-vinda quando cobria os eventos realizados pelos metalúrgicos dos quais Lula participava. A imprensa era amiga. Depois que ele trocou de lado, tornou-se parte do poder, a imprensa não é mais aliada, não é boa. Eliane mostrou que a imprensa sempre esteve do mesmo jeito, fazendo papel crítico em relação aos governos. Quem mudou de lado foi Lula que agora critica os jornalistas que discursa contra, que agora mostra que a imprensa não é mais bem-vinda.

Realmente a classe deve se preocupar com o assunto uma vez que nas últimas manifestações no Brasil vários profissionais foram feridos (tanto por vândalos quanto pela Polícia Militar), outros ameaçados, outros mortos e carros dos jornais foram queimados.

Familiares de jornalistas assassinados participaram do debate. Ivo Herzog, filho do jornalista Vladimir Herzog, assassinado em 1975 durante a ditadura militar, marcou presença. Disse que levou 34 anos para conseguir debater de maneira tranquila sobre a morte do pai. Depois, claro, de fazer muitas análises. “A cicatriz não desaparece nunca. Faz parte da gente. Temos que entender a violência como uma crise de valores pela qual a sociedade atravessa. A violência contra os jornalistas é uma fatia dessa violência geral. Não podemos acreditar nas pessoas que pensam que a violência é uma maneira de se garantir a justiça. Não podemos resolver os problemas com violência. Temos que pegar essa cicatriz que nos puseram e que ficará conosco para sempre para melhorar a sociedade. Assim nosso luto ficará mais leve”, disse Ivo Herzog.

Tânia Lopes Muri, irmã do jornalista da Rede Globo Tim Lopes, assassinado no Complexo do Alemão, em 2 de junho de 2002, disse que a confirmação da morte do irmão veio pela televisão, de uma forma como ela sempre pensava que era difícil para uma família receber o anunciado sobre o falecimento de um ente querido. Em seu depoimento, carregado de emoção, Tânia disse que a luta é diária e solitária para que a memória de Tim não se apague e para que a violência termine. “Falar do Tim é lidar com a dor toda novamente”, disse. Mas ela afirmou que Tim morreu dizendo que estava fazendo seu trabalho. Ele morreu falando o quanto gostava do Jornalismo. Isso dá forças para que a família permaneça lutando. Inicialmente, quando ninguém sabia o que tinha acontecido com o jornalista, a família acreditava que ele sobreviveria, que seria liberado pelos traficantes. Mas confirmada a morte, feito o sepultamento, sobrou para cada um viver a sua dor. Não foi fácil. As consequências da morte foram duras. A mãe de Tim teve dois enfartos, um irmão sofreu síndrome do pânico. Cada familiar viveu de uma maneira o luto. A decisão que Tânia tomou para si mesma foi lutar contra a violência e a favor da vida. Por isso não deixa a memória de Tim Lopes ser esquecida. A cada ano, no dia 2 de junho, faz algum evento e recebe ajudas importantes. Uma escola e avenidas receberam o nome do jornalista, outdoors já foram espalhados pela cidade lembrando o ocorrido e um documentário, intitulado “História de Arcanjo”, foi produzido sobre a vida e a obra do profissional. Entidades de classe e a imprensa apoiam os projetos desenvolvidos por Tânia. Famílias vítimas de violência também se aproximam para dialogar. É uma luta solitária, mas constante. “O assassinato de Tim foi sua última reportagem”, disse.
Tânia Lopes, Vanessa Andrade, Ivo Herzog, Sinval Leão e Valério Luiz

Outra participante do Fórum foi Vanessa Andrade, assessora de imprensa do Polícia Militar, filha do cinegrafista Santiago Andrade, morto aos 49 anos, no Rio de Janeiro, em 6 de fevereiro deste ano, vítima de um rojão lançado por manifestantes. Vanessa disse que era a primeira vez que falava abertamente sobre a morte do pai e que não se sentia ainda preparada para isso. Muito emocionada, disse que se lembra bem da cena que viveu no hospital quando recebeu a aliança de Santiago e a camisa vermelha cheia de sangue e de massa encefálica que ele vestia no momento que foi atingido pelo rojão. Criticou os Black Bocs e afirmou que vai lutar contra toda essa violência, mas ainda não sabe como porque os fatos são muitos novos. Na verdade, a dor do luto ainda está muito viva na vida de Vanessa e da família. “Perdi meu pai e minha mãe não dorme mais, não come direito. Também perdi o sorriso dos meus avós que me criaram”, disse. A vida virou de cabeça para baixo.

Texto: Denise Santana


25 de abr de 2014

Brasília em palavras, ontem e hoje

Texto: Denise Santana


Ipê
Árvore frutífera plantada na rua
Pizza da Dom Bosco
Pastel da Rodoviária
UnB
UniCEUB
Cine Brasília porque pegar um cineminha é bom demais
O que eu não vi, mas me contaram
Poeira antes do asfalto
Barro vermelho
Catetinho
Athos Bulcão
Igrejinha
Congresso Nacional
Nordestinos chegando de caminhão
Os candangos
Na cabeça, chapéu de palha. No corpo, roupa simples.
Na mala, farinha, feijão de corda, rapadura, carne seca, fumo, água ardente e esperança
Barracos de madeira
Vila Planalto
Pilotis, cobogó
Lago Paranoá
Eixão
SQS e SQN
Quadras com números, as superquadras
Riscos e rabiscos na prancheta por Oscar Niemeyer
Palácios: do Planalto, do Buriti, do Jaburu
O que eu vi porque vivi. E vim te contar como é Brasília
Pontão do Lago Sul
Igreja Memorial Batista
PIB
Não sabe o que é? Primeira Igreja Batista, no Núcleo Bandeirantes
Catedral
Avião. O desenho é um avião. Arquitetura ímpar
Ausência de mar
Mas alguém disse que o céu é o mar da cidade
Patrimônio cultural
Capital da esperança
Roque, MPB, sertanejo
Clube do Choro
Casa do Cantador
Capital Inicial, Paralamas do Sucesso
Libanus, Beirute
Happy hour
Bate-papo com os amigos nos barzinhos da cidade
Chopp gelado
Flamenguistas
Além do Plano Piloto
Sobradinho
Ceilândia
Taguatinga Norte e Sul
Águas Claras
Vicente Pires
Parkshopping
Um conjunto de lojas dentro do Conjunto Nacional
Brasilienses
Sim, somos nascidos aqui. Somos brasilienses
Quem são os candangos? Os que vieram erguer o sonho de Dom Bosco e acreditaram na ousadia de JK
Torre de TV
Cerrado
Árvore retorcida
Seca
Lábios rachados
Baixa umidade
Cigarra cantando é sinal de chuva chegando
Luzes de Natal nos ministérios
Troca da bandeira na Praça dos Três Poderes
Escola Parque
W 3 Sul
E a Norte? Também tem
Aeroporto
Expotchê virou tradição aqui
Uma mistura de gaúchos, mineiros, paraibanos, baianos. Todos os brasileiros
Muito verde
Muitos parques
21 de abril, nossa data
Pedalinho e piscina com onda no Parque da Cidade. Uma revitalização urgente, por favor
Feira do Guará
E a do Paraguai? Tá aí também
SIA
Papuda
Campo da Esperança, a cidade dos mortos
Por que trânsito parado? Por causa das manifestações no meio da rua. Cidade da política
Roriz, Arruda, Cristovam, Agnelo. Alguns governos
Câmara dos Deputados
Senado
Câmara Legislativa
EPTG, EPNB. Tudo engarrafado, com ônibus quebrado
Ponte JK
Ponte Costa e Silva
Assim é a cidade. Tão linda, diferente
Toda planejada
Setor Hoteleiro
Setor Hospitalar
Setor de Embaixadas
Setor de Clubes Sul
Coração do Brasil, de braços abertos para todos os brasileiros
O que Brasília é para você?

23 de abr de 2014

A internet e a religião (ou a falta dela)

Os tempos contemporâneos são um desafio para a fé? As pessoas creem menos hoje? Como está a relação com o sagrado?

Um estudo realizado nos Estados Unidos relaciona o crescimento da internet ao crescimento dos ateus e das pessoas sem religião.

Organizada pelo pesquisador Allen Downey, a pesquisa mostra que entre 1990 e 2010 o número de pessoas que perderam a fé aumentou de 8% para 18%. Ou seja, existem mais ateus e agnósticos atualmente.

 O estudo aponta ainda que quanto mais a pessoa estuda menos fé tem. Isso mesmo. Quanto maior o grau de educação, maior a parcela da população que não está ligada a nenhuma religião.
 No período estudado, o número de pessoas com ensino superior nos Estados Unidos aumentou de 17,4% para 27,2%.

Nem todos concordam que a internet afasta os fiéis da religião. Especialistas no tema afirmam que o aumento de ateus e pessoas sem religião não está ligado ao crescimento da internet porque esse meio de comunicação pode estreitar laços entre os fieis e líderes religiosos. Quer um exemplo? O Papa Francisco que já possui 13 milhões de seguidores no "Twitter".

A realidade no Brasil - Dados do IBGE mostram que no Brasil existem 15 milhões de ateus e agnósticos (pessoas que não acreditam em qualquer tipo de entidade superior ou espiritual e pessoas que apenas não tem religião, mas acreditam em Deus ou outra divindade). Entre 1990 e 2013 o número de pessoas sem religião no Brasil subiu de 4,8% para 8%.

O número de católicos caiu 1,3% e o de evangélicos aumentou 61% em dez anos no País. Hoje, 42,3 milhões de pessoas se declaram evangélicas no Brasil, contra 124,9 milhões de católicos.


O número de espíritas se manteve estável, com cerca de 3,8 milhões de fieis. Mas a maior parte dos religiosos com ensino superior está entre os espíritas, cerca de 31% cursaram a faculdade. 

9 de abr de 2014

Manifestação contra estupro

Mulheres e homens uniram-se contra violência sexual. A manifestação aconteceu dia 5 de abril, em Brasília, e contou com a participação de 80 pessoas, de acordo com a Polícia Militar.

O movimento faz parte da campanha “Não mereço ser estuprada” que surgiu nas redes sociais, contestando a pesquisa intitulada “Tolerância social à violência contra as mulheres”, do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), que afirmou que 65% dos entrevistados concordaram com a frase “mulheres que usam roupas que mostram o corpo merecem ser atacadas”.

Dias depois de publicada a pesquisa, o Ipea divulgou nota admitindo que errou e afirmando que, na verdade, 26% dos entrevistados concordavam com a afirmativa (e não 65% como fora inicialmente divulgado).

O estudo também revelou que 35% dos entrevistados afirmaram que “se as mulheres soubessem como se comportar haveria menos estupros”. A pesquisa ouviu 3.810 pessoas, entre maio e junho de 2013, em 212 cidades. Dos entrevistados, 66,5% eram mulheres.

A concentração dos ativistas aconteceu no Museu da República. Depois, em marcha, fecharam uma das pistas da Esplanada seguindo em direção à plataforma inferior da Rodoviária.
Em marcha, manifestantes saíram do Museu da República em direção à Rodoviária

Foi uma tarde democrática. O microfone foi aberto e todos tiveram a oportunidade de se manifestar pacificamente. Os discursos foram em tom crítico, mas respeitoso. Com cartazes, corpo pintado e palavras de ordem, os manifestantes gritavam frases como “vem pra luta contra o machismo”; “o corpo é meu, a cidade é nossa”; “ninguém merece ser estuprado”; “a culpa do estupro é sempre do estuprador. A culpa não é da vítima”; “enquanto houver 26% de covardes, haverá 100% de luta”; “queremos zero por cento”; “machismo mata”.

O movimento, que também aconteceu em outros estados brasileiros como Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo, surgiu a partir da campanha on-line da jornalista Nana Queiroz que publicou, em seu perfil do Facebook, uma fotografia com a frase “não mereço ser estuprada”. Ao fundo da imagem, o Congresso Nacional. A página na rede social contra o estupro teve tanto sucesso que contou com o apoio da presidente Dilma Rousseff. Os anônimos também se somaram ao clamor. Foram mais de 10 mil curtidas em poucas horas. Admirada com a grande repercussão da campanha, Nana Queiroz enfatizou, em entrevistas concedidas à imprensa brasiliense, que as redes sociais são uma boa ferramenta para mobilização.

Em uma mensagem publicada esta semana no Facebook, Nana postou um adesivo criado pelo Instituto Maria da Penha. O adesivo é para ser colado nas vitrines das lojas que roupas femininas e afirma que “26% não é desconto. É a quantidade de gente que acha que o jeito da mulher se vestir justifica o estupro. O número mudou, mas ainda é absurdo. Essa moda tem que acabar”. Em outro post, a jornalista diz que “o maior erro não está nos números do Ipea, mas na cabeça de milhares de brasileiros”. Nana incentiva que as pessoas curtam e compartilhem o adesivo do Instituto.

O espaço para as manifestações nas redes sociais é realmente democrático. O Facebook que o diga. Na hashtag #nãomereçoserestuprada participaram desde pessoas sem vínculo ideológico ou partidário até movimentos organizados. Várias fotografias foram postadas sobre a manifestação em Brasília.

A publicação de Tais Carine afirma: “eu só quero é ser feliz, andar tranquilamente com a roupa que escolhi. E poder me assegurar que de burca ou de shortinho todos vão me respeitar”. Os homens também aderiram ao protesto. Almir Rosa publicou que apoia totalmente a manifestação contra o estupro. Fabiana Ferraz enfatizou que “o lance do #nãomereçoserestuprada virou meme porque a pesquisa do Ipea estava errada. Acho que as pessoas se esqueceram que, apesar da farofa feita por um monte de gente querendo aparecer nas redes sociais, isso é sério. Falar de estupro nunca é engraçado. Pelo contrário: é sempre sombrio. Toda mulher tem medo de ter sua intimidade invadida, independentemente de usar saia longa, blusa fechada, short curto, se volta para casa cedo ou tarde, se tem uma ocupação digna ou de caráter duvidoso, se é rica ou pobre. Nenhuma mulher merece isso”.
Manifestação na Rodoviária

A preocupação faz sentido porque os números do desrespeito às mulheres são grandes. O Distrito Federal registrou média de dois estupros por dia (dados de janeiro e fevereiro deste ano). Mais da metade das vítimas são crianças e adolescentes. As mulheres também são alvo desse crime, sendo Ceilândia a região administrativa com maior registro de ocorrências, de acordo com a Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal.



Mas os números são maiores. Na realidade, nem todos os casos de estupro são registrados nas delegacias. O que pode impedir a vítima de denunciar o agressor? A vergonha e o medo de represálias são apontados como fatores que ajudam os criminosos a ficarem impunes. O pior: muitas vezes os criminosos fazem parte do vínculo de amigos ou parentes. Sabe-se que estão bem próximos das vítimas. São pais, irmãos, amigos. Esse é outro fator que pode impedir que a pessoa agredida denuncie o agressor.

A manifestação conta o estupro foi bem divulgada nas redes sociais e recebeu a cobertura da imprensa local. Jornais, TVs e rádios marcaram presença registrando cada discurso, ouvindo a opinião das pessoas. Um barulho positivo para mostrar que o Brasil ainda precisa avançar no combate à violência contra a mulher.

Imprensa presente na manifestação contra o estupro, em Brasília

Texto e fotos: Denise Santana, jornalista, professora e teóloga

8 de abr de 2014

Vem aí, o Prêmio Paulo Octávio de Jornalismo

Vale apenas para reportagens sobre Brasília.

O regulamento e as categorias podem ser vistos no site: http://premiopaulooctavio.com.br/


30 de mar de 2014

São 50 anos do golpe militar no Brasil

Golpe militar completa 50 anos.

Aconteceu no dia 1 de abril de 1964. Durou 21 anos a ditadura. Acabou em 1985.

Comissão Nacional da Verdade está investigando as torturas e assassinatos políticos nesse período.

A pergunta que não quer calar: algum torturador será preso?

Não mereço ser estuprada

Eu não gosto da novela "Em Família" porque acho a história chata demais.

Mas ontem uma coisa foi boa na cena das personagens Helena (Julia Lemmertz) e Virgílio (Humberto Martins).
O casal discordou do resultado da pesquisa do IPEA que mostrou que mais da metade dos entrevistados brasileiros acha que mulher dá motivo para ser estuprada.

Na cena, Helena ficou indignada. Disse que é um absurdo a vítima de um estupro se tornar a culpada. Virgílio também ficou indignado.


Até que enfim um coisinha que presta. Dizer para o povo que o resultado dessa pesquisa é um absurdo.#vamospensardiferente #nãomereçoserestuprada#ninguémmerece


Personagens Helena (Julia Lemmertz) e Virgílio (Humberto Martins)

9 de mar de 2014

Pesquisa Brasileira de Mídia 2014 - Hábitos de Consumo de Mídia Pela População Brasileira

TV é meio preferido da maior parcela da população. O brasileiro assiste TV durante 3h29 por dia. A TV é a mídia preferida da população, escolhida por 76,4%. O aparelho está presente em 97% dos lares brasileiros. Entre os programas televisivos mais citados espontaneamente, o Jornal Nacional é o campeão, lembrado por 35% dos entrevistados. A novela Amor à Vida, que ocupava o horário das 21h na época da pesquisa, ficou em segundo lugar e o Jornal da Record, em terceiro. Nos fins de semana, programas de auditório são os preferidos.

A internet vem em segundo lugar. Brasileiro acessa internet durante 3h39 diárias. Dentre os entrevistados, 13% preferem acessar a internet.

O rádio é o terceiro meio de comunicação favorito dos brasileiros. É ouvido por 8% das pessoas que participaram da pesquisa. É ouvido, em média, durante 3h07 diárias. As rádios mais citadas foram a O Dia FM; Beat 98 FM e Band FM.

Os jornais impressos são os mais confiáveis como fonte de informação. Os jornais são o veículo preferido por 1,5% dos entrevistados. De acordo com a pesquisa, o tempo dedicado à leitura diária de jornal é de 1h05.

As revistas são preferidas por 0,3% dos entrevistados que dedicam, em média, 1h06 do dia à leitura. As revistas mais citadas são Veja, Caras, Época e Istoé.

Os blogs, redes sociais e notícias publicadas na web contam com a menor taxa de confiança da população. As redes sociais são os sites mais acessados. Nos fins de semana, 71% clicam nelas. O Facebook é o site mais citado pelos entrevistados, seguido pelo globo.com e G1. Curiosamente, o Facebook também é o campeão de acessos entre os que querem se informar. O estudo mostra que 32% dos entrevistados recorrem às redes sociais para essa finalidade.

Fonte: Pesquisa Brasileira de Mídia 2014 - Hábitos de Consumo de Mídia Pela População Brasileira, realizada pelo Ibope, a pedido da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República, entre os dias 12 de outubro e 6 de novembro de 2013. Foram 18.312 entrevistados, maiores de 16 anos, em 848 cidades, nos 26 estados e Distrito Federal.