21 de out de 2014

Curiosidades sobre a Bíblia

A Bíblia tem unidade em seus livros, apesar de ter sido escrito em épocas diferentes, por mais de 30 autores diferentes, em culturas diferentes.

Os primeiros livros do Antigo Testamento (AT) foram escritos no final
séc. XIII a.C. Os últimos livros Novo Testamento (NT), no final séc. I d.C. Ou seja, foram 1400 anos para escrever toda Bíblia. 

Mesmo com autores e épocas diferentes há coerência na história contada em todos os livros. O AT foi escrito por judeus e o NT foi escrito por cristãos, mas todos autores de diferentes correntes teológicas. Mas os livros concordam sobre Deus e a Sua ação em favor da humanidade. Como explicar essa unidade? Inspiração divina.

9 de out de 2014

As mulheres e Jesus

O que a Bíblia, especialmente o Novo Testamento, diz sobre as mulheres? A cultura de época de Israel do século I aponta que as mulheres eram desconsideradas socialmente, cidadãs de segunda classe, propriedade do marido assim como a posse da terra e dos animais. Elas não estudavam formalmente - os meninos estudavam, mas as meninas se ocupavam dos afazeres domésticos. Até mesmo na fé elas eram deixadas de lado, não podendo assumir liderança religiosa. Poucas vezes tinham permissão para ler os livros sagrados e ficavam no pátio exterior das sinagogas. No aspecto do casamento, eram obrigadas a se casar cedo com maridos arranjados. A contribuição principal da mulher no Novo Testamento, cultura que vem desde o Antigo Testamento, era a sexualidade. Ela era propriedade exclusiva de seu marido tanto para seu prazer como para ser mãe de seus filhos. 

Como a cultura da época de Jesus era pouco diferente da anterior, vale um exemplo sobre o casamento. Da primeira noite se conservava o tecido nupcial manchado de sangue que provava a virgindade da noiva e servia de prova em caso de calúnia do marido. Esse fato está registrado em Deuteronômio 22:13-21. Se o marido dissesse que a moça não era virgem, os pais dela pegavam o pano sujo de sangue, a prova da virgindade, e levavam para os anciãos da cidade que, publicamente, julgavam o caso. Uma vergonha sem medida para a noiva. Se ficasse comprovado que o marido mentira e que a moça era virgem antes da noite de núpcias, ele era multado e castigado porque tinha levantado blasfêmia, má fama contra a jovem. Se ficasse constatado que a moça realmente não era virgem, ela era apedrejada pelos homens, pois tinha feito loucura e se prostituído enquanto ainda estava na casa de seu pai. Cabia ao homem mandar e desmandar. Uma cultura denominada patriarcal. Essa situação patriarcal foi herdada desde o Antigo Testamento onde a sociedade era fundamentada em princípios religiosos. Essa fundamentação seguia os modelos de dominação vigentes na época, ou seja, o domínio exagerado do masculino e, em consequência, a subserviência da mulher.  Na política? Não exerciam qualquer tipo de poder, não eram consideradas nem na hora de ser testemunha. Aliás, publicamente não podiam falar com os homens e eram obrigadas a cobrir o rosto ao sair de casa. O homem poderia pedir divórcio quando quisesse, mas a mulher não.

Jesus mudou todos esses paradigmas. Ele valorizou as mulheres. Houve uma história de uma mulher, narrada em João 8, que foi pega em adultério. Escribas e fariseus a levaram até Jesus, acusando-a de traição. Mas a lei mosaica dizia que homens e mulheres apanhados em adultério deveriam morrer apedrejados. O homem adúltero não foi levado à presença do Mestre. Somente ela. Inclusive, o texto bíblico não narra o nome dessa mulher. Uma característica comum nas Escrituras que refletem a cultura da época. Muitas mulheres não têm seus nomes narrados. Ou fala-se somente que eram mulheres ou citam a história as colocando como a esposa de alguém, citando, claro, o nome do marido. Jesus não condenou aquela mulher. Antes, disse que o primeiro que não tivesse pecado que lançasse a pedra para matá-la. Todos os homens foram embora e o Mestre disse à mulher para também ir embora e não pecar mais.
Além da adúltera, muitas outras mulheres cercaram Jesus. A cananéia, a samaritana, Maria e Marta. Também foi uma mulher cujo nome não se conhece, que estava na casa de Simão, que derramou perfume caro em Seu corpo para prepará-lo para o sepultamento. Aliás, foi outra uma mulher que constatou que o túmulo estava vazio. Maria Madalena foi domingo bem cedo e não encontrou o corpo de Jesus Cristo. Os anjos anunciaram que Ele havia ressuscitado.

Sim, Jesus é libertador das mulheres. Ele resgatou a auto estima, o valor, a consideração a elas em uma época de desprezo social. Esse respeito ao feminino é um exemplo a ser seguido. A história narrada acima é referente à sociedade judaica do século I, mas atualmente, na sociedade brasileira do século XXI, elas precisam ser consideradas, amadas e bem cuidadas. Respeitadas. Essa é a palavra. As mulheres precisam ser respeitadas.


Denise Santana, teóloga, jornalista e professora

2 de out de 2014

A Bíblia e a política

Sim, a Bíblia fala sobre política.

Traz conselhos para nos ajudar a tomar a decisão na escolha de bons representantes.
Nos orienta a escolher homens e mulheres tementes a Deus e nos mostra claramente a diferença entre governantes que temem e que não temem a Deus (Êxodo 3.9,10; Juízes 14.4; 2 Reis 25.1-21).

Outros versículos:

“Aquele que domina com justiça sobre os homens, que domina no temor de Deus, é como a luz da manhã, quando sai o sol, como manhã sem nuvens, cujo esplendor, depois da chuva, faz brotar da terra a erva” (2 Samuel 23.3,4).

“Como é feliz a nação cujo Deus é o Senhor, o povo que Ele escolheu para sua herança” (Salmos 33.12).

A Bíblia não apenas nos ensina a respeitar (Tito 3.1), obedecer (Romanos 13.1-5) e orar (1Timóteo 2.1-3) pelos que governam. Ela também nos orienta a participar ativamente da política, a exercer nosso papel político como cidadãos de nossa Nação, assim como o fizeram José (Gênesis 41), Daniel (Daniel 4), Ester (Ester 7-9) e tantos outros homens e mulheres de Deus. Uma das formas de participar é votando, de maneira informada, no(a)(s) candidato(a)(s) que melhor lhe representa."

Este texto é um trecho da "Carta de esclarecimento político à Igreja Batista da Lagoinha" (com adaptações minhas). #eleições2014


Jesus existiu, sim

Reportagem publicada pela revista "Veja", em 1/10/14, traz opinião de historiador que relata que Jesus nunca existiu.



Minha opinião sobre a declaração

Existem registros históricos dos séculos I e II que comentam sobre Jesus Cristo e são provas de que Ele existiu, sim. 

Os documentos de Flávio Josefo, por exemplo. Também tem documentos de historiadores romanos que comentam sobre os primeiros cristãos e sobre Cristo. São documentos de pessoas romanas como Tácito, Plínio, Suetônio, Luciano. E ainda documentos cristãos achados nas catacumbas como figuras de símbolos cristãos como cruz, peixe, âncora, pomba mostram a fé cristã nos primeiros séculos.Outros relatos sobre Ele são a Bíblia e o calendário que marca o mundo antes de depois de Cristo. 

Basta ler um pouco para discordar desse historiador que diz que Jesus não existiu. Sim, Ele existiu. Tem que ler sobre a história da igreja que vamos ter mais clareza para o debate.